Terça-feira, 15 de Junho de 2010

Amor em formol

 

Uma vez, por uma vez, escrevi-te um poema, coisa singela e pequena, confesso, já fiz, possivelmente, bem melhor ou mais pomposo, mas por vezes são momentos, e sabes bem que nunca tenho por adquirida essa razão injusta de quantidade ser qualidade (nunca me fez o género), as palavras podem ser parcas mas ricas de sentimentos, de alma, como se junto delas pudesse não ir só a razão de as escrever, mas também um pouco de mim, um pouco mais do que apenas dedos a premir teclas com intuito de soarem bem quando lidas em voz alta ou naquela discreta voz muda, apenas mordiscada suavemente pelos lábios, num escritório pouco dado a emoções ou num quarto abafado de memórias de vida curta, com música semi-alta a tocar no fundo (apenas porque sabe bem extravasar as emoções e gritar alto: "estou viva").

 

Nesse dia pensei em ti, e nesse dia pensei em nós, e hoje, aqui, olhei para trás e vi que no teu lugar estava outra...

 

 

(... mas o poema permaneceu teu) 

 

 

 

   

 
 
LOVE ME TWO TIMES - "Strange Days"

The Doors - Robby Krieger

 

 

Love me two times, baby
Love me twice today
Love me two times, girl
I'm goin' away
Love me two times, girl
One for tomorrow
One just for today
Love me two times
I'm goin' away

Love me one time
I could not speak
Love me one time
Yeah, my knees got weak
But love me two times, girl
Last me all through the week
Love me two times
I'm goin' away
Love me two times
I'm goin' away 
All right, yeah! 

Love me one time
I could not speak
Love me one time, baby
Yeah, my knees got weak
But love me two times, girl
Last me all through the week
Love me two times
I'm goin' away

Love me two times, babe
Love me twice today
Love me two times, babe
'Cause I'm goin' away
Love me two time, girl
One for tomorrow
One just for today
Love me two times
I'm goin' away
Love me two times
I'm goin' away
Love me two times
I'm goin' away

 

 


Mr Anger às 19:00
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Sexta-feira, 16 de Abril de 2010

Introdução à Economia: "Valor de Mercado"

 

Quando tratamos todos como meras pedras da calçada, nunca percebemos que existem diamantes... quando tratamos todos como diamantes, estes perdem o seu valor e transformam-se em pedras da calçada... pois os diamantes dependem da sua quantidade mínima (escassez) para serem especiais.

 

Sejam justos (tenho dito)!

 

 


Mr Anger às 14:30
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Domingo, 7 de Março de 2010

Pensamento à janela... (de cotovelos em pedra fria)*

 

 

 

 

 ...certas questões morrem solteiras (preguiça, amor, ódio, saudade e vingança), porém, se tudo se soubesse não se faziam perguntas, não se procurariam respostas, dentro e fora do que somos. Em certos dias, falta-me o ar, fisicamente, de “prensa no peito” e tudo a que tenho legitimamente direito, mesmo com tanto espaço, sufoco de liberdade, na ânsia de ter de regressar a essa prisão, que afinal apenas reside em mim, cárcere construído de raiz, tijolo por tijolo pelas minhas próprias mãos (culpa), cela de aparência modesta e populada de incertezas, de bibelôs de medo nas prateleiras, lençóis por desmanchar.

 

Suspiro “ais” ao vento e recordo também "suspiros", os bolos de elevadas calorias que tantas vezes comi em miúdo, e que me despertam para o corriqueiro pensamento de como o tempo passa depressa - e de como facilmente se perde tempo - se avançam ponteiros e se arrancam folhas do calendário, 10 anos foram ontem, 20 anos a semana passada, e o que fica guardado ? Pouco e mesmo assim vago. Resumo (e reduz-se) tudo a um pequeno novelo, condensado, (como uma gaveta cheia de quinquilharia, onde se guarda de tudo) de fotografias e filmes de pessoas, objectos, situações e sítios, mas que parecem sempre poucos, que parecem sempre não conseguir fazer jus a uma vida plena de emoções, como se mais se pudesse ter feito, como se mais pudesse ter sido possível de fazer, como se mais nada se pudesse acrescentar (de novo), como se o inverno tivesse vindo para ficar, frio e ameaçador, e eu de edredon por meter na cama mas já a sofrer de antecipação por o não ter posto e que, nesse medo, me perco e acabo por não pôr, sofrendo efectivamente do frio que tinha medo de sofrer.

 

Tenho tudo, sempre consegui tudo, mas abertamente falando, que tenho eu? Meia dúzia de conformismos burgueses, meia dúzia de manias revolucionárias, frases feitas, arrogância, desdém, algo a que chamo amor quando quero ser amado, pouco mais, nunca houve muito mais que isto, certamente...

 

Recordações, sempre elas, mas porquê guardar na memória, acontecimentos tão simples e aleatórios como encontrar um "pé de pato" da Churchill Makapuu  nos seus tons originais, azul de ponta amarela, num passeio estival no principio da década de 90 perto da praia da Almagreira? Não faz sentido, era só um, ainda por cima um gigantesco "L" e nem sequer fiquei com ele... isso ou recordar com exactidão historias de outros, contadas ou vistas, melhor que os próprios. Nada disso é aparentemente útil ou utilizável, mas ironicamente, também sei coisas que nunca ouvi, vi ou conheci, mas sei o que contam, o que são, o que me querem dizer, tal como desconhecidos que sabemos serem fruta podre, confirmados na primeira trinca gulosa, cuspida de seguida, mostrando o verme que a devora.

 

Saudades, eternas saudades, saudades de "tio patinhas" e pipocas com açúcar debaixo de um alpendre de um quintal que já não existe, na companhia de um cão que já morreu, tenho saudades de pescarias hoje em dia impossíveis, de caminhadas pela praia cada vez mais improváveis...


(tive isso tudo um dia na palma da mão aberta, mas agora de mão fechada, tenho medo de a voltar a abrir, e não encontrar... nada)

 

 

* Sara também pensa assim, mas só nos dias em que a chuva vem e bate na janela virada para o rio (Douro)...
 

 


Mr Anger às 14:00
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Sexta-feira, 6 de Novembro de 2009

Just a little pin prick (palavras sem fotografia)

 

Pensava eu que o mundo acabaria – mais tarde ou mais cedo – por ceder simpatias, coisas dispersas e avulsas (raras), de cheiro a mofo de não usar, descontinuadas, mas felizes. Não passou tudo de mera expectativa, da pior ilusão, enganei-me no espelho (olha para ti, sou eu) um acumular de contínuos “Dons Sebastiões” em espera que a meteorologia lhes desse uma manhã de nevoeiro cerrado e esperançoso, que tardou sempre em chegar, e onde após debelar a negação, se descobre que mesmo o mais cerrado de todos não encobre nada, é fumo de um fogo comum, apenas um ligeiro camuflado, pequena brisa suja, manto de tecido leve, que distorce mas não esconde ou trás nada que não estejamos à espera, eterno embrulho de presente que pelo toque sabemos sempre serem meias de desporto contrafeitas, e que, por suposição, experiência, mas nunca sorte, quase que adivinhamos a cor branca, eterna frustração de quem sabe sempre o que lhe espera, hoje, amanhã e depois, Tigre amansado que vive num habitat controlado, genérico, pouco expressivo, desgastante, forçado, definido, pois tudo é-lhe "explicitamente numas/aparentemente noutras" dado, nada obtido por esforço real ou vontade própria, tudo em troca de uma falácia, de uma ilusão, de um gesto maquinal de fera, uns quantos abrires de boca de tédio (bocejos) e revolta (rosnares)…

 

 

O Tigre não faz ron ron
O Tigre só quer caçar
O Tigre nunca foi bom
É fera que quer matar

 

 

Não quero mais comer dessa carne, oferecida em mão, talhada de seu nervo, de ossos escolhidos a dedo, de níveis medidos, analisados, não quero beber mais água límpida, filtrada, aditivada, quero o que calha, o que me calha, o que mereço, parem, por favor parem!! Libertem as amarras invisíveis, mordaças mentais, eu estou a rosnar, enfurecido, não é felicidade, não quero os vossos sorrisos, não me tirem fotos, estas árvores não são daqui, foram aqui plantadas, estas pedras fazem parte dos sonhos de uma Arquitecta, de um Biólogo, de alguém, não foi a natureza que as escolheu… eu não sou daqui… eu não pertenço aqui… eu não sou livre, não sou o que estão a ver… metam uma ponte no fosso e eu juro que passo, eu juro que trinco, mordo e mato… julgam-me mal… não simpatizo com as vossas simpatias… preservar dizem vocês… amor dizem sentir… amor por vocês sim, mas não me façam de joguete, marioneta do vosso egoísmo, demanda de em tudo mandar, de tudo subjugar, estou cansado dos vossos gostos, regras e vontades… quero morder o braço frágil e quebradiço de uma criança, não me conhecem, quero matar 2 ou 3 antes de ser sedado, quero sentir o sangue quente de uma jugular a escorrer-me pela garganta, quero lamber as minhas patas pastosas de sangue coagulado, quero ser odiado, quero que alguém se arrependa de me ter pensado bonito e dócil, não sou peluche, não sou producto de prateleira de hipermercado nem personagem ternurenta de filme domingueiro de animação, quero ser abatido se for preciso, morrer a tentar viver …

 

Deixem-me mostrar o que sou, o que realmente sou, pois até agora não sabem ou conhecem nada…nada!!!!

 

 

O Tigre não está mansinho
O Tigre não está quebrado
O Tigre não quer um destino
De outros para ele traçado


 

E uma besta fechou os olhos, seguiu a viagem do livre arbítrio, nesse caminho pintado a negro, breves segundos espaçados de um flash, invadidos depois de cor, das coisas que queria e quer, de lugares onde nunca esteve mas sonha, de coração acelerado que pára, mas que numa eternidade indefinida e secreta…ecoa…

 


Mr Anger às 16:45
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Terça-feira, 13 de Outubro de 2009

Não me apetece jantar - (ad I)

 

Na parte imaterial do ser humano encontrei isto:
 
"...Lembro-me bem - quase tanto como do teu sorriso, da ternura do teu toque e do cheiro da tua pele - dos jantares perfeitos, de mesa composta, pratos, copos e talheres, de bases de pratos e de tachos, preservando a mesa da cozinha ou sala, e dos guardanapos que toscamente colocava nos copos, como se a moldura tivesse de ser perfeita. Cozinhávamos amor em lume brando, eu e tu, revezados consoante o tempo, a vontade, tudo de sabor intenso. Recordo receitas de peixe, carne, sobremesas, doces e abraços enquanto se mexia o arroz.
 
Não passa um dia que não recorde, por mais que pareça impossível, e dá um certo reconforto saber que é assim, embora doa, porque quando é verdade não se esquece, não se apaga, não se substitui ou mata, se fosse fácil, ilusão ou deslumbramento atirava-se para trás das costas ao primeiro beijo alheio, mas não, todos os dias lá estás tu, de novo, e em silencio digo: amo-te... e penso que amor assim deveria estar exposto no Louvre, para todos verem, admirarem e sentirem.
 
Não passa um mês que não recorde datas - faça contas - ou um sitio/situação que não sinta a tua falta, ou algo novo, qualquer situação que não tenhamos vivido em que não pense como seria contigo, como gostaria de ser chato e explicar-te o motivo, a razão e funcionamento. A partilha será eterna, porque os almas são peças perdidas de um grande puzzle, e duas peças iguais não se juntam, mas as nossas diferentes encaixavam na perfeição, tais como os corpos, um ao lado do outro, perfeitos.
 
Parece e soará sempre a loucura, exagero, eloquência, mas sinceramente, e convicto das minhas totais capacidade mentais - por si só uma falácia - Isso importa ? Isso impede que seja verdade ? A minha verdade é só uma e confesso que é amor, foi e será sempre amor...
 
... e quando é amor damos tudo, e quando damos tudo, resta-nos nada, e é com esse nada que temos de continuar..."
 
 
 
O amor, os sentimentos, são incêndios descontrolados com que as pessoas gostam de brincar, reduzidos á dimensão de fósforos...
 
(e depois...)
 

 

 
 
JOÃO E MARIA  – (sem álbum de estúdio)
Chico Buarque – Sivuca, Chico Buarque

 

 

Agora eu era o herói
E o meu cavalo só falava inglês
A noiva do cowboy
Era você
Além das outras três
Eu enfrentava os batalhões
Os alemães e seus canhões
Guardava o meu bodoque
E ensaiava um rock
Para as matinés

 

Agora eu era o rei
Era o bedel e era também juiz
E pela minha lei
A gente era obrigado a ser feliz
E você era a princesa
Que eu fiz coroar
E era tão linda de se admirar
Que andava nua pelo meu país

 

Não, não fuja não
Finja que agora eu era o seu brinquedo
Eu era o seu pião
O seu bicho preferido
Vem, me dê a mão
A gente agora já não tinha medo
No tempo da maldade
Acho que a gente nem tinha nascido

 

Agora era fatal
Que o faz-de-conta terminasse assim
Pra lá deste quintal
Era uma noite que não tem mais fim
Pois você sumiu no mundo
Sem me avisar
E agora eu era um louco a perguntar
O que é que a vida vai fazer de mim
 

 


Mr Anger às 22:30
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Quarta-feira, 23 de Setembro de 2009

La hora del té

 

Quem não força os limites, limita-se a pensar que eles existem…

 

(quem/onde/como)

 

 

 

 

TAKE IT TO THE LIMIT - "One of these nights"

The Eagles - Henley, Frey, Meisner

 

 

All alone at the end of the of the evening
And the bright lights have faded to blue
I was thinking 'bout a woman who might have
Loved me and I never knew
You know I've always been a dreamer
(spent my life running 'round)
And it's so hard to change
(can't seem to settle down)
But the dreams I've seen lately
Keep on turning out and burning out
And turning out the same

So put me on a highway
And show me a sign
And take it to the limit one more time

You can spend all your time making money
You can spend all your love making time
If it all fell to pieces tomorrow
Would you still be mine?

And when you're looking for your freedom
(nobody seems to care)
And you can't find the door
(can't find it anywhere)
When there's nothing to believe in
Still you're coming back, you're running back
You're coming back for more

So put me on a highway
And show me a sign
And take it to the limit

One more time

Take it to the limit
Take it to the limit
Take it to the limit

One more time


Mr Anger às 16:00
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Sexta-feira, 11 de Setembro de 2009

O almoço (mais uma colher de arroz no prato...)

 

A verdadeira felicidade está presente na gota de água que nos cai na boca quando temos sede... e também na escolha errada de tentar atravessar o deserto...

 

 

 

LUCKY MAN - "Urban Hymns"

The Verve - Ashcroft

 

 

Happiness
More or less
It's just a change in me
Something in my liberty
Oh, my, my
Happiness
Coming and going
I watch you look at me
Watch my fever growing
I know just where I am

But how many corners do I have to turn?
How many times do I have to learn
All the love i have is in my mind?

But I'm a lucky man
With fire in my hands

Happiness
Something in my own place
I'm stood here naked
Smiling, I feel no disgrace
With who I am

Happiness
Coming and going
I watch you look at me
Watch my fever growing
I know just who I am

But how many corners do I have to turn?
How many times do I have to learn
All the love i have is in my mind?

I hope you understand
I hope you understand

Gotta love that'll never die

Happiness
More or less
It's just a change in me
Something in my liberty
Happiness
Coming and going
I watch you look at me
Watch my fever growing
I know
Oh, my, my
Oh, my, my
Oh, my, my
Oh, my, my

Gotta love that'll never die
Gotta love that'll never die
No, no
I'm a lucky man

It's just a change in me
Something in my liberty
It's just a change in me
Something in my liberty
It's just a change in me
Something in my liberty
Oh, my, my
Oh, my, my
It's just a change in me
Something in my liberty
Oh, my, my
Oh, my, my
 


Mr Anger às 13:00
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Sexta-feira, 4 de Setembro de 2009

Le petit déjeuner


Um homem nasce
Usa fralda e babete
Usa chucha e bebe leite
Vai para o infantário
Vai para a escola
Joga à bola
Vai para a faculdade
Tira a carta
Anda no carro dos pais
Tem namoradas
Faz sexo
Faz amor
Faz uma viagem de finalistas em Espanha
Arranja um trabalho
Arranja um emprego
Compra um carro em 2ª mão
Arranja uma namorada fixa
Ela trai-o
Chora

Sai de casa
Aluga um apartamento
Vive com a namorada
Casa-se com ela
Tem um filho
Compra um carro maior
Trai-a
Tem outro filho
Torna-se chefe na empresa
Compra uma carrinha
Entristece
Morre-lhe o pai
Chora
Compra um lugar cativo no estádio do clube
Faz um PPR
Morre-lhe a mãe
Chora o resto
Toma Viagra
Reforma-se
Tem um neto
Faz um cruzeiro
Tem um AVC
Recupera
Tem outro AVC
Vai para um lar

Usa fralda e babete
Um homem morre
 


Mr Anger às 09:30
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Quarta-feira, 8 de Julho de 2009

Entre coisas

 

Nunca culpes (condenes) quem te enterra, o coveiro, mas quem vai dentro do caixão... tu!

 


Mr Anger às 00:08
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Quinta-feira, 25 de Junho de 2009

Tu queres ou simploriamente desejas ?

 

Os senhores da razão não se questionam (ou fazem perguntas)... preferem andar enganados... (enganando ?!)

 

 

Por mim pode ser / O relógio deles é que tem ponteiros

 

 

 

I AM THE WALRUS ("no you're not" said little Nicola) - "Magical Mystery Tour"

The Beatles - Lennon/McCartney

 

 

I am he as you are he as you are me and we are all together.
See how they run like pigs from a gun, see how they fly.
I'm crying.

Sitting on a cornflake, waiting for the van to come.
Corporation T-shirt, stupid bloody Tuesday.
Man, you been a naughty boy, you let your face grow long.
I am the eggman, they are the eggmen.
I am the walrus, GOO GOO GOO JOOB


Mister City P'liceman sitting
Pretty little p'licemen in a row.
See how they fly like Lucy in the Sky, see how they run.
I'm crying, I'm crying.
I'm crying, I'm crying.

Yellow matter custard, dripping from a dead dog's eye.
Crabalocker fishwife, pornographic priestess,
Boy, you been a naughty girl you let your knickers down.
I am the eggman, they are the eggmen.
I am the walrus, GOO GOO GOO JOOB


Sitting in an English garden waiting for the sun.
If the sun don't come, you get a tan
From standing in the English rain.
I am the eggman, they are the eggmen.
I am the walrus, GOO GOO GOO JOOB


Expert textpert choking smokers,
Don't you thing the joker laughs at you? Ha ha ha!
See how they smile like pigs in a sty,
See how they snied.
I'm crying.

Semolina pilchard, climbing up the Eiffel Tower.
Elementary penguin singing Hari Krishna.
Man, you should have seen them kicking Edgar Allan POE.
I am the eggman, they are the eggmen.
I am the walrus, GOO GOO GOO JOOB, GOO GOO GOO JOOB
GOOGOOOOOOOOOOOOOOOOJOOOOOOB

 


Mr Anger às 09:00
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Quarta-feira, 27 de Maio de 2009

Instantâneo II (... com Sumo de Laranja)

  

Um dos maiores erros da vida é pensarmos que alguém precisa de nós... outro é pensarmos que não precisamos de ninguém...

 

(Salve uma vida, adopte um animal... mas esqueça as pessoas, elas auto-mutilam-se e depois dizem que a culpa é sua)

 

 

 

SOMEBODY TO LOVE - "A Day At The Races"

Queen - Freddie Mercury

 

Can anybody find me somebody to love?
Each morning I get up I die a little
Can barely stand on my feet
Take a look in the mirror and cry
Lord what you're doing to me
I have spent all my years in believing you
But I just can't get no relief, Lord!
Somebody, somebody
Can anybody find me somebody to love?

I work hard every day of my life
I work till I ache my bones
At the end I take home my hard earned pay all on my own -
I get down on my knees
And I start to pray
Till the tears run down from my eyes
Lord - somebody - somebody
Can anybody find me - somebody to love?

(He works hard)

Everyday - I try and I try and I try -
But everybody wants to put me down
They say I'm goin' crazy
They say I got a lot of water in my brain
Got no common sense
I got nobody left to believe
Yeah - yeah yeah yeah

Oh Lord
Somebody - somebody
Can anybody find me somebody to love?

Got no feel, I got no rhythm
I just keep losing my beat
I'm ok, I'm alright
Ain't gonna face no defeat
I just gotta get out of this prison cell
Someday I'm gonna be free, Lord!

Find me somebody to love
Can anybody find me somebody to love?
 


Mr Anger às 12:10
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Terça-feira, 26 de Maio de 2009

Ainda bem que voltaste


(Já me fazia falta esse teu sorriso
Custava vivê-lo só ao recordar
Fazia-me falta teu porto de abrigo
Os corpos fundidos num só abraçar)


Já vinhas!
Vieste?
Fazias-me falta
Não sei se soubeste

Não sei se me ouviste
Nas noites baixinho
Sentado na praia
Esperando sozinho


Perdi-te!
Voltaste?!
Será que vieste
Ou nem o tentaste?
Talvez fosse cedo
E não tenhas esperado
Ou chegaste tarde
E eu já noutro lado


Fugiste?
Esqueces-te?
Senti-te por perto
Mas tu não cedeste
Sem olhos brilhantes
Nem peso dos beijos
Sem risos nem choros
Matando os desejos


Chegaste!
Foi duro?!
Esquecido o passado
Rasgando o futuro
Contigo a meu lado
Num beijo só nosso
O toque dos lábios
Molhados,
Sedosos,
Sedentos de nós,
Bocas ofegantes
Que se querem juntas
Como nunca antes
Teu corpo, meu corpo
No abraço de sempre
Amor, meu amor...
Só importa o presente

 

E (o) amor... mudaste ?!

Que importa...

Ainda bem que voltaste

 

 

  

 

  

WISH YOU WERE HERE - "Wish You Were Here"

Pink Floyd - Gilmour/ Waters

 

So, so you think you can tell
Heaven from Hell,
Blue skies from pain
Can you tell a green field
From a cold steel rail?
A smile from a veil?
Do you think you can tell?

Did they get you to trade
Your heroes for ghosts?
Hot ashes for trees?
Hot air for a cool breeze?
Cold comfort for change?
Did you exchange
A walk on part in the war
For a lead role in a cage?

How I wish, how I wish you were here
We're just two lost souls
Swimming in a fish bowl,
Year after year,
Running over the same old ground.
What have we found?
The same old fears
Wish you were here

 


Mr Anger às 18:25
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Domingo, 24 de Maio de 2009

Instantâneo (basta juntar Vodka...)

 

Quem julga que sabe tudo engana-se mais vezes do que quem não sabe nada...

 


Mr Anger às 14:14
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Sexta-feira, 15 de Maio de 2009

A Plagiadora (de emoções)

 

As palavras que são ditas hoje
Podem ser as mesmas de sempre
As tuas de ontem sem esforço
Eram de outros presentes

 

Palavras assim indigentes
Sem sentido não valem nada
De nada servem ser usadas
Plagiadas com indiferença

 

As palavras não são doença
São fluxo dos nossos sentidos
Que transformam os choros em gritos
E as alegrias em silêncios

 

As palavras são os momentos
Imagens daquilo que pensas
Não mostram só o que é dito
Buscas ou coincidências

 

Pobres palavras de amor
Prostituídas sem nexo
Como se fossem só sexo
Palavras belas tão sujas

 

Percebo agora desperto
Bonitas palavras maduras
Pensava serem só minhas
Mas que nunca foram só tuas

 

De nada nos servem procuras
No fim somos sempre quem somos
As palavras serão sempre belas
E as pessoas... pessoas

 


Mr Anger às 22:31
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Terça-feira, 12 de Maio de 2009

Onde andas Jorge ?

 

 

Jorge queria amar, sempre quis amar, e desde novo acreditava que o amor era o sentimento mais humano, o mais nobre e o mais puro de todos. Jorge dificilmente amava alguém pelos cânones, não se dava facilmente a qualquer pessoa, pois respeitava a integridade do sentimento e da palavra "amo-te". Isso não o impedia de nada, apenas não punha tudo no mesmo saco, tinha os seus casos, os seus one night stands, a espera do click que despoletasse o amor.  A adolescência acabou, chegou a idade adulta (física e mental), o peso emocional das coisas, e com o passar dos anos o aproximar da barreira invisível dos 30. As relações descartáveis – acumuladas – começaram a deixar de fazer sentido, estava farto de relações temporárias, da facilidade do sexo descomprometido á última hora, não queria mais orgasmos "unplugged" sem a electricidade característica do amor, sem aquela faísca no momento em que 2 corpos se tocam, se unem, mágica, indescritível, que acontece tão raras vezes – preciosas vezes – que só acontece quando é verdadeiro, que não se atinge com a experiência, ou apenas com tentativas - se assim fosse todas as putas seriam felizes.
 
Jorge queria esse amor, o que ele acreditava ser o verdadeiro amor, o puro, o romântico, o dos poetas, dos filmes, das músicas, o sentimento de abraçar alguém nos seus braços e conhecer-lhe o cheiro, o sabor, o amor que é feito dos pequenos gestos, não de preços de etiquetas cortadas de pulôveres de marca, já não lhe interessavam mais estatísticas, prémios ou medalhas por quantidade de parceiras sexuais.
 
Jorge cansou-se do sentimento inócuo de "mais um caso", do facilitismo de mais um número no telefone, de mais uma "sexy", "fofah" ou "baby" no msn, de mais uma noite a consolar carências, de paixões de limpa-almas, sentia-se um prostituto, estava farto das conversas de sempre, dos jogos de engate de sempre, da superficialidade de sempre, dos momentos efémeros, queria para si os momentos eternos e únicos. Jorge queria momentos a dois, registados em mensagens e bilhetes religiosamente guardados na gaveta das recordações e também junto ao peito, registados em álbuns de fotografias (a dois), escrevinhados nas lombadas com datas e locais, queria molduras na secretaria do trabalho e fotografias tipo passe na carteira, queria wallpapers no desktop e alianças de ouro branco. Jorge não queria apenas dar, queria dar-se, sem barreiras, medos ou mentiras, não queria o "sagrado amor" fútil de casamentos de Igreja, sem sal, oportunista (não generalizando), não queria o "amor" por motivos materiais, sociais, ou por questões de IRS, não queria o "amor" porque "tenho 35anos, não consigo comprar uma casa sozinho e quero ter um filho", Jorge queria o amor e a vida na plenitude máxima, vivida a dois, partilhada a 2, queria Las Vegas, queria Paris, queria beijos longos, quentes, intensos, queria a vida no limite, sem limites, ultrapassando os limites, queria sexo, drogas e rock n' roll, queria o "Último Tango em Paris", o "Titanic", o "Nove Semanas e Meia", o "Assassinos Natos" o "Bonnie and Clyde" e o "Dirty Dancing" misturados em copos de shot, servidos a arder, para os 2 beberem num trago, de olhar cúmplice um no outro (e um amo-te)... Jorge queria um abraço forte ao chegar a casa, um olhar meigo a dizer "és a pessoa mais importante do Mundo, não quero mais ninguém, amo-te", "esperei por ti toda a vida", "sem ti, não faz sentido..."
 
Jorge, precipitou-se nessa busca, a busca da sua vida, uma busca incessante, Jorge queria conquistar e merecer esse verdadeiro amor, a verdade no amor, e encontrou pessoas que lhe disseram que sim, que também queriam isso, que não era imaginação dele, que partilhavam o mesmo ideal (sim, estou contigo), e então diziam-lhe na cara "Amo-te", "És a pessoa mais importante do Mundo", "não posso viver sem ti" e Jorge enchia o peito de amor e flutuava... mas não importava se subia devagar ou não - temerário - essa escada da felicidade, pois depressa a descia, aos trambolhões e percebia que toda a gente conseguia dizer impunemente "amo-te", mas ninguém conseguia transformar a palavra em magia, em sentimento, e por isso Jorge afastava-se, revoltava-se, pois no fim de contas a verdade era ilusão - desilusão - as pessoas eram as mesmas de sempre - camufladas - desrespeitavam o amor, o sentimento, alimentavam-se da sua alma e viviam de mentiras, sem valores, egoístas com os seus mundos mesquinhos, corações impenetráveis e umbigos egocêntricos, mentes viciadas apenas no prazer dos momentos, sem pensar, como se fossem eternas crianças mimadas e "amar fosse um brinquedo" (tal como diz a canção)... Um brinquedo que magoa...

 

Um dia em casa olhou-se ao espelho, e não contemplou apenas o reflexo, olhou-se nos olhos e pensou "talvez tenham razão, amar assim é doença, afinal o que é o amor? O amor não é nada, não existe sentimento mais ou menos nobre, o amor é apenas uma palavra, não tem moralidade, é um punhado de sensações, mentiras e meias-verdades, como um analgésico para a alma, que não cura, apenas inibe a dor, não existe honra em nada disso, é físico, é sexo, é uma invenção dos poetas, nunca poderá existir "Romeu e Julieta" na vida real, só em livros, é tudo imaginação".
 
Jorge estava conformado com a sua nova realidade, e empenhado a "amar" como via os outros amarem, observou todas as regras, tentou entender os truques, as fintas e percebeu que no fundo não interessa gostar de alguém, basta dizer amo-te, como se isso desbloqueasse um outro nível, primeiro gosta-se, depois adora-se, depois diz-se "i love you" e depois amo-te, não tinha um significado mais complexo do que uma banal forma de ascensão de jogo de computador, depois percebeu que também não interessava dizer a verdade, pura e dura, por mais ingénua que fosse, que não tinha de ficar com medo de ter peso na consciência, ou outras coisas parvas que ele pensava, pois jura-se e está feito, cumpre-se ou não, pouco importa, é apenas um tapa-olhos – e nem sequer era preciso fazer figas – mais uma vez o "prometido é devido" da canção era apenas poesia.
 
Jorge sentia-se de outro planeta, embriagado, era tudo demasiado estranho, demasiado confuso, podia-se amar sem se sentir, podia-se jurar sem ser verdade, podia-se mentir (mesmo olhos nos olhos) apenas por ser mais fácil, podia-se amar apenas por dar jeito, apenas porque o sexo era bom, porque não existia mais ninguém ou porque não havia mais nada para fazer. Aos poucos Jorge foi ficando doente, como se o seu peito estivesse a ser esmagado, e a sua cabeça, tal como numa ressaca, lentamente voltava ao seu estado normal... Jorge viu-se novamente em frente a um espelho, de candeeiro a brilhar nos olhos e pensou...
 
"Muito bem, não há volta a dar, não consigo ser o contrário, ir contra os meus princípios, talvez seja difícil ser feliz vivendo assim nos dias de hoje, talvez seja um sonho de futuro amar e viver assim, mas que se pode fazer, venero o amor, respeito-o, não sou compatível com a traição, com a mentira nem com a falsidade, sinto-me bem por ser verdadeiro, por ser honesto, dizer a verdade, e embora isso me traga algumas desilusões, dói menos que acreditar que nada existe e andar por aí perdido, um humano desumanizado, um autómato... E o engraçado disto tudo é que no fundo ninguém me diz que estou errado... aliás toda a gente me diz que estou certo, que é assim que se tem de viver a vida e o amor, que é isso que também procuram, mas no fim ninguém o cumpre... ou tem medo de cumprir..."
 

Jorge olhou-se fixamente durante minutos, muitas coisas lhe passaram pela cabeça, lavou a cara e dirigiu-se para o sofá da sala, ficou por ali acordado até de madrugada, na companhia de cigarros e Jack Daniels. Quando o sol já subia no horizonte, pegou nas chaves da moto, lançou um beijo com a mão ao olhar para trás e saiu com as chamas a devorarem a carpete fofinha da sala...


...pessoas à porta do prédio disseram à Polícia que minutos antes alguém tinha saído a rir-se a gargalhada, mas isso foi o que contaram...
 
 

 

Numa parede das redondezas, passados poucos dias, alguém escreveu a preto baço com contraste…

 

"...que nunca se menospreze o amor..."

 


Mr Anger às 12:21
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Segunda-feira, 11 de Maio de 2009

Profundamente falando...

 

A simetria é imperfeição...

(será o amor assimétrico?!)

 


Mr Anger às 00:14
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Terça-feira, 28 de Abril de 2009

Horizontalmente falando...

  

 

E um silêncio sepulcral abateu-se sobre o entardecer, num céu de azul cinzento-escuro, em degradé, e as articulações do corpo começaram a doer, como se tivessem sido esticadas, compassadas de espasmos, obrigando a um abraçar do corpo em posição fetal. Os pensamentos corriam livres, puros, atordoados num olhar começando aos poucos a enevoar, como a puxar para o sono, um sono profundo.

 

Nada era tão compensador nessa altura como a almofada fofa contra a cara e o toque reconfortante dos  cobertores. Mas esses estavam longe, demasiado longes, mas quase que se sentiam, de tão habitual e conhecido ser o seu toque. Aos poucos, vindas de longe - em aproximação - começavam a chegar vozes, primeiro curiosas, depois em forma de risos incómodos e sarcásticos.

 

Conseguiram as pessoas reconhecer o Ser Humano ali deitado por terra, desprotegido, feito de sangue, suor e lágrimas tal qual como eles ? Um homem feito da mesma massa que os seus Deuses e credos apregoam ?

 

 

Os tempos eram conturbados, esquisitos, cinzentos... e uma voz sussurrou-me ao ouvido:


- "Apenas tens o que mereces vadio"

 

 

Mas será que tinha ?
 

 

 

 

 

 

PERFECT DAY - "Transformer"

Lou Reed

 

Just a perfect day,
Drink sangria in the park,
And then later, when it gets dark,
We go home


Just a perfect day,
Feed animals in the zoo
Then later, a movie, too,
And then home

Oh its such a perfect day,
Im glad I spent it with you.
Oh such a perfect day,
You just keep me hanging on,
You just keep me hanging on.

Just a perfect day,
Problems all left alone,
Weekenders on our own.
Its such fun


Just a perfect day,
You made me forget myself.
I thought I was someone else,
Someone good

Oh its such a perfect day,
Im glad I spent it with you.
Oh such a perfect day,
You just keep me hanging on,
You just keep me hanging on.

Youre going to reap just what you sow,
Youre going to reap just what you sow,
Youre going to reap just what you sow,
Youre going to reap just what you sow...

 

(in "Trainspotting")

 


Mr Anger às 12:00
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Terça-feira, 14 de Abril de 2009

Acordar (ainda vamos a tempo)

 

Só para maiores
Só para homens e mulheres
De barbas feitas ou descuidadas
De pernas bem depiladas
Só para maiores
Por favor...

 

Só para gente sofrida de anos
Só para gente que conta os segundos
Só para gente que vive o seu mundo
E aspira voar ao fechar os olhos

 

Só para quem sofre
Só para quem sofre de amar
Só para quem bebe álcool
E consome drogas

 

Só para quem mete comprimidos
Para conseguir dormir
Conseguir acordar
Conseguir digerir

 

Só para ti...
Só para mim...
Perdoem-nos se puderem
Ou crucifiquem-nos se quiserem
Já pouco importa
Já nada magoa ou mata
Já nada alegra ou transfigura

Basta! (Acordem)
A vida tornou-se num zero

 


"...Sempre pensei que com o tempo herdasse mais algo, que merecesse mais, sempre pensei que fosse tudo diferente... mas será?!..."

 


Mr Anger às 03:30
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Sábado, 11 de Abril de 2009

Bola de Neve

 

De tudo se faz uma tempestade, nasce um arrufo. Facilmente se destrói o prazer. Facilmente se aponta o dedo, dificilmente se esquece o amor, a paz, mas facilmente se apanha uma pedra, e atira-se, apenas para ver se quebra... para ouvir o barulho que faz ao estilhaçar a ténue vidraça que envolve o outro... que nos envolve a todos... que nós somos...

 

Parecemos todos fortes, queremos todos parecer demasiado fortes, demasiado perfeitos, demasiados únicos, quando nos devíamos preocupar apenas em sermos felizes, na partilha dos afectos, entremeados de alguns rasgos de ironia e mau humor, para dar tempero, mas ter como finalidade o prazer dos bons momentos, da cumplicidade, da convivência, custará tanto sermos felizes com pequenos gestos ?  Não falo apenas de amor, falo de pessoas, de relações, de minutos, de tempo... falo de magoar e assumir o erro, pedir desculpa (desde que seja de forma sincera, não importa o número de vezes, todos nos erramos)... falo de honestidade... falo de verdade e respeito...

 

Esticamos sempre um pouco mais, só para ver se sai mais sangue, se sai mais dor das nossas almas, como se o mal que trazemos cá dentro nos saísse do corpo com esses devaneios furiosos contra os outros... mas não sai, só acumula ainda mais, e afasta-nos de quem no fundo mais queremos, de quem mais nós gostamos, como se estivéssemos por vezes sedentos de saber até que ponto podemos contar com eles... mas ninguém, por mais que goste de nós, por mais que nos estime, aguenta festas meigas de mãos cardadas... curiosa gente esta que habita este planeta... curiosa gentalha que nós somos, que sempre seremos (!?)...

 


Mr Anger às 14:00
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Sexta-feira, 20 de Março de 2009

Ups... desculpa... de verdade....

 

As verdades doem, as mentiras matam...

 


Mr Anger às 00:20
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