Quarta-feira, 14 de Outubro de 2009

Beijos igual a mil - (ad II)

 

 

Porque insistimos nós, seres (por vezes) questionavelmente racionais em teimar que a felicidade e o amor não passam de meras equações matemáticas, explicáveis, conhecidas e de fácil execução? Será que nós, humanos espartilhados dos nossos ímpetos por regras, pensamos não passar de simples fotocópias uns dos outros, de diferenças minúsculas, de mais ou menos brilho, de mais ou menos definição ou ruído em grão de papel (definido manualmente ou de consequência directa, contigencial, do nível de toner)? Será que também pensamos que as emoções se definem de tal forma?

 

Será que assumimos que a felicidade e o amor podem ser repetidos, como quem segue uma receita de Cozido á Portuguesa ? Será assim tão redutor (que não se ofenda o cozido)? Será que as relações humanas e no seu expoente máximo, o amor, não passam de um juntar ordenado de hortaliças, batatas, carnes variadas,  enchidos e temperos numa panela em que se obtém (quase sempre) o mesmo resultado que nos 10 cozidos anteriores ? Existirão realmente fórmulas de amar? E acreditamos nisso ? Poderemos nós repetir, fotocopiar, seguir a receita de sobremesa do adocicado de um determinado beijo com mil pessoas diferentes ? Será então um  beijo sempre o mesmo beijo ? E a intensidade será também obtida por tais métodos ? Todos os beijos serão então passíveis de tirar o fôlego ? Saberão então  ao mesmo todos os beijos copiados e formulados por tabela? Todos os beijos podem ser repetidos e catalogados como "um" se as pessoas forem  "parecidas" (como os ingredientes do cozido)? Ou será que o que apenas importa é o gesto mecânico de beijar ?

 

Penso que não será necessário recorrer a bases técnicas ou teóricas de manuais de Ciências Humanas, para assumir - sem preconceitos - que será impossível replicar na exactidão emoções, gestos e momentos perfeitos (felicidade) com todas as pessoas que habitam neste planeta na via láctea "plantado", porque  caso isso fosse possível, a felicidade estaria ao virar de todas as esquinas  (cada caso é um caso/cada pessoa é única... banal, óbvio, senso comum... mas estará posto em prática ?)

 

Sabemos de antemão que somos todos vampiros (de dentadinhas na alma), sugamos um pouco de tudo das pessoas com quem nos damos e a quem nos damos, aproximamo-nos das pessoas que por algum motivo nos fazem sentir ligados a elas, coisas diversas, músculos proeminentes, pernas compridas, mamas grandes, boa na cama, bom na cama, gosta das mesmas drogas que eu, come os mesmos doces, é loura, é gorda, usa óculos, é bonita, é lindo, usa saia, fica bem de calções, tem cabelo encaracolado em tubinhos, sem tubinhos, é careca, é inteligente, lê livros, tem livros a decorar a estante da sala, faz-me rir, faz-me vir, tem conversa interessante, é rude, diz "prontos" e "pecebos", gosta de música, gosta de som, gosta de sexo tântrico, de rapidinhas, lê poesia, escreve poesia, faz filmes, vê filmes, entra em filmes, faz-me filhos, toca guitarra, toca-me no ponto g, faz ponto cruz, percebe de água e de luz, gosta de carros, tem mota, tem skate, anda a pé, faz desporto, vê desporto, é a favor do aborto e só acende o churrasco com acendalhas... (nem entremos pelo campo "tem as mesmas folgas que eu, não tenho mais ninguém/é o que há")

 

...mas será realmente possível que duas pessoas que possuam os mesmos itens de preferências da nossa lista, nos conseguem fazer sentir o mesmo, um olhar, um beijo, uma cumplicidade, uma relação (um amor!) e obter assim um mesmo resultado como quem mistura leite com cereais de pequeno-almoço ?

 

Serão então os cereais de marca “X” iguais aos da marca “Y” visto que na caixa dizem ter os mesmos ingredientes ? Mas se forem, então porque razão comemos  sempre os mesmos ? E porque razão voltamos a correr ao supermercado quando a ingenuidade de que "tudo é igual" se desfaz à primeira colherada no prato cheio dos "outros mais baratos que custam só metade"?

 

É no mínimo perturbador pensar que se pega no Francisco e na Isabel et voilá, felicidade, e depois pega-se no Francisco e na Teresa, na Isabel e no Ricardo,  ambos de gostos semelhantes, aplica-se a fórmula mágica da felicidade e do amor e obtemos o mesmo resultado! Faz sentido ?! Seremos todos cereais da mesma marca e feitio ? Onde entram os de "marca branca" ? Sabemos que o amor e a felicidade são coisas complexas... difíceis de atingir...  trabalhosas... mas então porque motivo estamos nós colocar a fasquia tão baixa ? Porque motivo colocamos as coisas em planos tão simplistas ?


 

Resumo profilático, poético, sincero, sem objectivo de toldar pessoas, mudar hábitos/criar mudança... (e sem coisas de almas-gêmeas, destinos e outros...)

 

"Os beijos de ontem, não podem ser iguais aos beijos de sempre, num amor de cereais de pequeno-almoço com banda sonora de pianos, frases  feitas do passado que assim soltas perderam o seu sentido, pois estão fora do seu casulo, de jantares falsificados, com o retomar dos vícios ao sabor de música incomum, dos amigos inimigos e extemporâneos que nos sugam compaixão por serem egoístas de afectos e sedentos do amor que nunca sentiram - e invejam -  em películas revisitadas que no fundo jamais serão iguais, embora sejam as mesmas, com os mesmos actores e enredos, com risos e beijos parecidos nos mesmos  locais, fotocopiados, imitados nos mesmo pontos fixos do GPS, mas que obviamente já não são os mesmos. O passado, ferida aberta, assassina do sabor da vida quando não foi em vão, quando foi amor, aquele amor, o expoente máximo do amor, palavra sentimento e razão de ser, existir... e por isso... podemos rir, acreditar com convicção que somos felizes, enchendo a cabeça de repetições, formulas ou de ilusões, mas aquela  sensação estranha no peito que não sabemos bem o que é, estará sempre presente, tal como o último pensamento antes de adormecermos, todos os dias, que nos  diz baixinho, com a nossa própria voz: ____________... "

 


Sejamos então felizes... porque o amor é luta, é guerra de homens/mulheres convictos do seu valor... ou esqueçamos então estas linhas e continuemos impávidos e serenos a repetir e a acreditar em fórmulas de felicidade em loop... felizes a comer os indigestos e baratos cereais de segunda  escolha... o que importa, afinal, é ter a boca cheia... não é ?

 

 

 

ROMEO AND JULIET - "Making Movies"

Dire Straits - Mark Knopfler


A lovestruck Romeo sing a streetsuss serenade
Laying everybody low with a lovesong that he made
Finds a convenient street light steps out of the shade
Says something like you and me babe how about it?

 

Juliet says hey it's Romeo you nearly gimme a heart attack
He's underneath the window she's singing hey la my boyfriend's back
You shouldn't come around here singing up at people like that
Anyway what you gonna do about it?

 

Juliet the dice was loaded from the start
And I bet and you exploded into my heart
And I forget the movie song
When you gonna realise it was just that the time was wrong Juliet?

 

Come up on different streets they both were streets of shame
Both dirty both mean yes and the dream was just the same
And I dreamed your dream for you and now your dream is real
How can you look at me as if I was just another one of your deals?

 

When you can fall for chains of silver you can fall for chains of gold
You can fall for pretty strangers and the promises they hold
You promised me everything you promised me thick and thin
Now you just say oh romeo yeah you know I used to have a scene with him

 

Juliet when we made love you used to cry
You said I love you like the stars above and I love you till I die
There's a place for us you know the movie song
When you gonna realise it was just that the time was wrong Juliet?

 

I can't do the talk like they talk on the TV
And I can't do a love song like the way it's meant to be
I can't do everything but I'd do anything for you
I can't do anything except be in love you

 

And all I do is miss you and the way we used to be
And all I do is keep th beat and bad company
All I do is kiss you through the bars of a rhyme
Juliet I'd do the stars with you any time

 

Juliet when we made love you used to cry
You said I love you like the stars above I'll love you till I die
And there's a place for us you know the movie song
When you gonna realise it was just that the time was wrong Juliet?

 

A lovestruck romeo sings a streetsuss serenade
Laying everybody low with a lovesong that he made
finds a convenient streetlight steps out of the shade
Says something like you and me babe how about it?

 

(vale a pena ouvir em formato de qualidade, as lágrimas que rolem durante a sua audição - caso existam - serão humanas, facilmente enxutas pelas mangas da camisola ou guardanapo de papel)

 

 

 


Mr Anger às 15:00
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71 comentários:
De ELLEN tALLIS a 17 de Outubro de 2009 às 20:03
De onde me conheces Mister Ranger?


De Mr Anger a 17 de Outubro de 2009 às 23:33
Caro/a Ellen :)

Hmm, provavelmente daquele sítio, o mais vulgar das relações humanas, de lado nenhum...

Posso ser o Power Ranger vermelho ? Ouvi dizer que a cor está na moda (alguma coisa relacionado com religião... ou fanatismo)


Mr Anger (ou qualquer coisa parecida)


De Forreta procura Avarento a 20 de Outubro de 2009 às 10:25
ahahaha qualquer dia chamam lhe Ministério Ranger ( de ranger os dentes,não dos power coisos=D)

im havin so much fun


De Mr Anger a 28 de Outubro de 2009 às 01:35
Cara Forreta,

Podemos sempre dar as mãos e dançar de roda, freneticamente, enquanto gritamos um bem audível "weeeeeeeeeeeeeeeeee"

(ainda bem que está a gostar, mas já sabe, mais uma voltinha, mais uma moedinha, quem não tem cabeça, não paga nada/menina bonita não paga, mas também não anda :))

Mr Anger (king of "farturas")


De Forreta procura Avarento a 29 de Outubro de 2009 às 16:39
Dispendioso Mr. Anger,

Está confuso.O Rei das farturas não é o Senhor dos Carrosseis.A unica coisa que gira por lá é a massa no óleo usado 474785 vezes. Mas aprecio a parte de darmos as maos ( se o Mr.as desinfectar) rodar e gritar weeee.Assim não pagamos para fazer o enjoamento.Esta a entrar no espirito da coisa!

Forreta (a rotativa)


De Luisa a 19 de Outubro de 2009 às 18:25
Com tantas perguntas, é impossivel não racionalizar... E afinal, não é o "amor" oposto ao racional? É o que dizem!
Os beijos não são todos iguais. Porque as pessoas não são todas iguais, e, como tal, não beijam todas da mesma maneira. Era bom! Se todos soubessemos tirar o fôlego ao outro quando beijamos... eh! Acho que é aí que reside a diferença entre um bom e um mau beijo - se o beijo for mais ou menos asmático (risos)!
Ah, e também se ambos os "beijadores" ou "beijantes" - isto diz-se? - (risos) comungarem do mesmo sentimento impulsivo, que pode estar associado a outro tipo de sentimentos (reacção em cadeia). Aquela sensação de "imán"... estamos a conversar, e a pouco e pouco, sem darmos conta, os rostos vão-se aproximando, e os labios tocam-se timidamente, despejando ainda um rasto de palavras que nada têm a ver com o magnetismo do momento...
Bolas! Acho que tenho saudades de uma paixão! Não há nada melhor do que um beijo apaixonado. Nada! Adoro beijos apaixonados. E são tão raros...
Não pense tanto no assunto, e beije, quem tem vontade de beijar - se lhe fôr permitido, é claro! ;)


De Forreta procura Avarento a 20 de Outubro de 2009 às 10:27
E se não for permitido beije na mesma-que se lixe!beijos roubam se afanam se à boca armada, não se pedem.


De Mr Anger a 20 de Outubro de 2009 às 11:51
Caro/a Forreta

Tem toda a razão, são os beijos e os estalos, nunca se pedem, mas acabamos sempre por recebe-los :D


Mr Anger (o "toma lá dá cá")


De Ironia a 20 de Outubro de 2009 às 22:57
Ora cá está: uma dedução inteligente!
O mundo funciona assim: bréde, bréde, tchise, tchise.
Seja com beijos, seja com agressões.


De Forreta procura Avarento a 21 de Outubro de 2009 às 14:07
recebe -los e merece-los :D

A ...Forreta


De Ironia a 21 de Outubro de 2009 às 16:50
Ora nem mais, cara forreta!
Quando se dá generosamente o que é merecido e devido, torna-se muito gratificante.
(A forreta é capaz de generosidade volta e meia?! Espero que sim!)

Ah, adoro o seu nick. Parabéns!


De Forreta procura Avarento a 22 de Outubro de 2009 às 14:31
Tenho os meus dias de esbanjamento mas depois autochicoteio me mentalmente. :D Não diga a ninguém mas este nick tem continuação é :para viverem endividados para sempre. Viu como agora já não aprecia?De qualquer forma muito obrigado por ter gostado de mim por breves instantes :D


De Ironia a 22 de Outubro de 2009 às 15:41
Mas que engano o seu, cara Forreta.
Ai, aprecio e de que maneira esse "viverem endividados para sempre" (desde que eu esteja excluída de dívidas que não são minhas!! Vale?!)
Quanto ao seu: "De qualquer forma muito obrigado por ter gostado de mim por breves instantes :D" Não se entusiasme muito!! Uma coisa é adorar o seu nick, achar-lhe muita piada, outra coisa diversa é gostar de quem está por detrás do nick. Ora para mim, dar umas gargalhas com o que alguém diz, não me faz gostar de alguém assim "sem mais nem ontem..."
Ah, mas não me leve a mal, continue a fazer-me rir ou sorrir :-)

O afecto nasce passando por outras vertentes um pouco mais concretas... (So Sorry!! :D)


De Forreta procura Avarento a 23 de Outubro de 2009 às 11:14
Estava a tentar induzir lhe disfarcadamente a ideia de que gosta de mim.:D Assim so notava o quanto o xarope para a tosse era amargo, depois de o ter engolido :D Nao se preocupe,nem eu gosto de mim. Excluida das dividas?oh tambem estava a tentar que fosse minha fiadora. Destruiu todas as ilusoes desta pobre criatura.

A Forreta ( na galhofa)

ps-adoro usar palavras do "arco da velha" (porque sera que era arco da velha?a dentadura da sra. estava empenada e fazia um arco?


De Ironia a 23 de Outubro de 2009 às 13:34
Cara forreta,
Da galhofa e do arco da velha, também gosto.
Quanto tiver um pouquinho de tempo, vá ali a baixo e veja o que penso sobre a comida que alimenta o estômago e a outra proposta pelo Mr. Anger.
Eu também sou tão avarenta e selectiva no que ingiro, ou não, que prefiro rapar Fome quando a ementa não é a meu gosto :D :D :D


De Ironia a 23 de Outubro de 2009 às 17:05
Ah, cara forreta, esqueci-me de lhe dizer que sou muito, muito generosa no diz respeito a mandar pessoas "à Fava!" e ao "istrume[sic] que fabricam!!! Nisso sou muito mãos largas...

Algo nos distingue no tipo de forretice. Tão depressa sou avarenta como generosa.
Sou assim a modos que:
Pão, pão, Queijo, Queijo (Pain,Pain, Fromage, Fromage/ Brot, Brot, Käse,käse / Pan, Pan, Queso, Queso/ Brod, Brod, Ost, Ost e para finalizar com um sotaque de Yorkshire: "bréde, bréde, Tchise, Tchise")
Melhor do que isto sei explicar...
:D


De Forreta procura Avarento a 26 de Outubro de 2009 às 09:55
HUMM nisso divergimos. Eu custa me imensso mandar as pessoas a fava,quase tanto como trocar uma nota grande. 1ºporque não gosto de favas 2º porque nao mando ninguem onde não gostaria que me mandassem a mim. Não se admire se me virar para si e disser " Vá mas é para as Maldivas sua..pinante!" :D Quanto as comparaçoes com a amor e comida não concordo muito.o amor é tão mais que isso...ainda que às vezes cause muito àcido no estomago.


De Ironia a 9 de Novembro de 2009 às 23:47
Ó Forreta, Forretinha,

A minha cara forreta procura Avarento e eu eu Porocuro um Arqueólogo. Conhece algum???
Se conhecer não o espante sem primeiro o encaminhar para mim... Faça-me esse please!
É que assim quanto mais eu envelhecer mais o Arqueólogo se apaixona por mim... Esteja atenta, olho vivo, sff. Tão só!
Muito obrigada :-)

Vai uma aposta que com esta, até o Anger mostra a dentuça, branca e sorridente??? (Hoje vai haver aqui milagre, O Anger vai rir!)


De Mr Anger a 10 de Novembro de 2009 às 00:08
Cara Ironia,

Não está má de todo não... mas mesmo assim não foi suficiente para me fazer cair o pivot (dourado)!!

Acredito nas suas capacidades, vá, eu sei que consegue melhor :D

Mr Anger


De Ironia a 10 de Novembro de 2009 às 08:53
O caro é muito exigente para com o meu sentido de humor.
Tem pivot de ouro???
Ah, já não me admira que não goste de mostrar dentuça linda! Tem medo que lho roubem à primeira gargalhada??? É ou não? :D :D
Deixe-se de exigências.
Olhe que com esta laracha (roubada de um livro um pouco louco, não me lembro da autora - já foi lido há tempos - só do título "The House of Riverton"), até o Cristo-Rei saiu da "pedrada", fez-se homem, desceu do pedestal, bateu-me palmas, dobrou-se e rebolou-se a rir... Pobre Cristo, quando não está pregado na cruz é obrigado a estar com os braços em cruz e nunca os pode baixar...
Nunca ninguém pensa nisso ao passar por ele, mas eu penso e acho que não há o direito!

Vê, esta já não me saiu tão bem!!! :D


De AUFDERMAUR a 19 de Outubro de 2009 às 19:43
Mr Anger

É realmente muito bom "vê-lo" de volta e em topo de forma :) Parece que a pausa sabática lhe fez bem à mente mas não parece ter ajudado muito em relação ao seu pecado da gula... Denoto nos seus últimos posts uma ligeira obsessão por comida, especialmente arroz...

Há uns tempos vi uma entrevista ao Fernando Ribeiro (dos Moonspell) e fiquei de boca aberta quando em resposta à pergunta "Eras capaz de namorar com alguém que detestasse a tua música?" ele respondeu "Era"... What the fuck!!! Como é que alguém é capaz de namorar com alguém que detesta aquilo que supostamente é a vida dele :S Eu não vou tão longe como o Rui Veloso que diz que não se ama alguém que não ouve a mesma canção mas... Não vejo mal nenhum em duas pessoas diferentes terem uma relação, até penso que se podem complementar. desde que cada um respeite os pontos de vista do outro. No fundo, people are people. Mas há certas coisas que são verdadeiras incompatibilidades.
Mas isso sou eu e cada pessoa tem a sua maneira de ver a vida e o Amor...
Quanto às repetições de fórmulas, acho que nem no dia em que a clonagem passar a ser uma realidade! Prefiro construções a dois...

Mel


De Mr Anger a 20 de Outubro de 2009 às 11:27
Olá Mel,

De facto também já tinha pensado nisso, o factor comida tem estado muito presente, mas a razão lógica, para ser sincero, não sei qual será... mas não me parece ser gula e/ou fome (ou fomeca :D)

Obrigado também pelo regresso e pelas palavras, isto sem a Mel não seria certamente a mesma coisa... (graxa, graxa, graxa, etc)


Mr Anger (o lambe-botas de tacão alto)


De Mia a 22 de Outubro de 2009 às 16:46
Feliz daquele que experimentou os cereais originais e não pagou caro por eles. Feliz daquele que para o dia a dia não teve que adoptar uma marca branca. Feliz daquele que adoptou uma marca branca e ainda assim se sente feliz por fazê-lo. Se é que isso é possível. Se a aparência do amor ainda pode ser melhor do que nenhum amor. Se é que alguém dúvida que não há nada pior do que a ausência de um qualquer tipo de amor na vida. Se é que a felicidade poderá ser mais do que um acaso...e se será condenável a conquista ou tentativa que a recordação, a saudade. Ainda que fosse mais nobre aceitar a fatalidade que o original nem sempre é para toda a vida.


De Mr Anger a 28 de Outubro de 2009 às 01:39
Cara Mia,

Desculpe a lamechice, mas lindas palavras, obrigado :) Espero que tenha decorado o caminho e volte mais vezes.


Mr Anger


De Rita a 25 de Janeiro de 2010 às 14:21
subscrevo... o importante é sentir-se feliz, certo?


De Heidi a 22 de Outubro de 2009 às 19:21
Os mesmo ingredientes podem não resultar exactamente na mesma matéria. Ou seja, existem gradientes, que vão alterar e transformar essa energia em algo positivo... ou negativo. Temos o caso do ambiente que os envolve... as circunstâncias... as experiências...
Estamos a falar de comida... ok... é um excelente exemplo. A mesma receita de peru assado no forno- medidas... passos...- elaborada por três grandes chefes de cozinha... podem ter formas distintas no seu final. Um outro paladar... um novo cheiro...
Assim é o amor. O sermos aparentemente compativeis, com todos os itens que inumerou... à partida é uma mais valia... mas... depois pode ser apenas uma mera aparência. Nenhum ser humano é fotocópia de outro. E ainda bem! É nessas diferenças que irá consistir o grande desafio de se ultrapassarem as barreiras... o lutar por... se valer realmente a pena... claro... se não valer... olhe... ao menos, tentou-se! Apagaram-se os limites impostos ou... auto-impostos.



De Mr Anger a 28 de Outubro de 2009 às 01:46
Cara Heidi,

Como sempre assertiva, coerente e humana :)

"Thank you, come again"


Mr Anger


De Ironia a 23 de Outubro de 2009 às 13:27
Comida? Comida para pôr na mesa? (Felizes os que ainda têm dinheiro para marcas brancas....)
Da maneira como tenho visto o crescer da fome em Portugal só me lembro daquela infeliz anedota:

Optimista: "Da forma como as coisas estão a evoluir daqui a nada a única coisa que vamos ter para comer é Merda".

Pessimista: " E vais ver que não vai chegar para todos".

Também se aplica à comida carnal (que falta de qualidade anda por aí à solta...)

(Informo: Já comecei o meu período de jejum e abstinência :D)


De Andreia a 25 de Outubro de 2009 às 10:54
Adoro a tua escrita! Parabéns!


De Mr Anger a 28 de Outubro de 2009 às 01:51
Cara Andreia,

Obrigado pela palavras tão positivas, espero que regresse mais vezes e diga da sua justiça (se for essa a sua vontade)

Mr Anger


De Ironia a 31 de Outubro de 2009 às 19:40
O que eu gostaria amanhã era de um post novo... (Hoje não vale a pena que vou ao teatro, coisa rara, mas que tanto aprecio!)
Este já cá está há séculos, seculórios!!!
Sei que não mando nesta casa... É um humilde pedido :-)


De Mr Anger a 1 de Novembro de 2009 às 13:39
Cara Ironia,

Já sabe que a secção de "discos pedidos" é no blog ao lado (soou muito a arrogante ?), mas fico contente por:

a) ter ido fazer uma coisa que gosta
b) tentar equilibrismo apenas com um pé no pedestal (julgo eu, inocente)

Não prometo, para não ter a obrigação de cumprir :) Mas "don't you cry tonight, i still love you baby"


Mr Anger


De Ironia a 1 de Novembro de 2009 às 14:57
Baby Anger,

Acabei de me rir mais consigo agora do que ontem com o "triatro" (Foge! Grande "Banhada!!! Geralmente (vou tão poucas vezes... o "cacau" não chega) costumo ter muita sorte com as poucas peças que tenho a sorte de ir ver. "Em Fim!!"!

Baby, enganou-se + 1 x : tenho os pés na Terra, a cabeça sempre que posso na Lua... Não ponho os meus ricos pés em pedestais (São todos de barro e trambolhões não é o que mais aprecio...).

Ah, não me soou nada a arrogância, dizer-me que os discos pedidos são no blogue ao lado.
Esta casa é sua: Sinta-se à vontade:D :D :D
(Quando é que este post cai de pôdre??? :D)
Bye-bye, babe


De Mr Anger a 1 de Novembro de 2009 às 15:16
Cara Ironia,

"Se vens aqui como amigo
entra já que a casa é tua.
Se não vens também te digo,
é melhor ficares na rua"

Adoro estas pequenas pérolas populares... Em relação ao Teatro, já sabe... prefiro Cinema :)


Mr Anger


De Ironia a 1 de Novembro de 2009 às 19:20
Caro Babe,
Ah,ah, ah...

Gosto muito mais de Teatro (arte tão efémera...) do que de Cinema. Desde que me lembro de ser quem sou, sempre me disseram que tenho muito talento para o teatro, especialmente para tragicomédias (a minha especialidade).
Também gosto muito de clichés populares.
Um dos meus favoritos é: Mulher que não ouve, cabeça de couve".
Não subestimando nunca: "Um Doutor é um Burro carregado de livros".
"Ai, vida, vida, és mais curta que comprida".
"Esta vida não chega a netos"
Ah, e dou guarida a muitas, muitas outras pérolas que de momento não tenho tempo para largar aqui...
Vou fazer um enorme esforço por ser bem-vinda neste seu espaço tão elitista que até dói.
Cumprimentos, Saudações e tudo... :-) :-)

PS: Sensibilizou-me muito o poema que me dedicou... Quando tiver um pouquinho de tempo também lhe dedicarei uma quadra, espero que na próxima angerada. (olha, quase que rimou...)


De Ironia a 1 de Novembro de 2009 às 19:23
Desabafo: Já não suporto mais essa ESPÉCIE de foto/graffiti/ imagem. Caraças!!!
O disco /imagem não muda mesmo????


De Ironia a 2 de Novembro de 2009 às 01:04
Mister,
Aqui vai a quadrinha prometida.
Desinspirada devido à hora avançada:

Usar sentido de humor,
À data não paga imposto
São grátis as gargalhadas
P'ra suavizar tanto desgosto
Ou
(que dou com tanto gosto)???
Qual o verso que prefere? É à escolha do freguês!
:D :D
(mude lá de post que este já ninguém atura)
M'assino cum ilevada istima e munto souno, inté!
Ironia


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