Quarta-feira, 8 de Julho de 2009

Entre coisas

 

Nunca culpes (condenes) quem te enterra, o coveiro, mas quem vai dentro do caixão... tu!

 


Mr Anger às 00:08
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25 comentários:
De AUFDERMAUR a 9 de Julho de 2009 às 15:33
Lamento ir contra a corrente mas actualmente parece que deixaram de haver campos neutros e meios termos, só há dois lados da barricada: os que encaram a religião (nomeadamente o Cristianismo) como um bicho papão que está na origem de todos os males, e os outros que a defendem quase ao fanatismo. Os primeiros acham-se muito cool e mais inteligentes que os outros enquanto que os segundos se acham melhores que todos os outros, pecadores!
Lamento, eu sou uma pessoa com opiniões próprias e tenho uma ligeira aversão a grupinhos. Eu andei numa instituição religiosa desde os meus três anos até terminar o meu 6º ano e, surprise surprise, ADOREI! Na verdade, foi a minha instituição de ensino preferida! Tinha normas um bocado rígidas mas nada que me traumatizasse ou que me impedisse de lá ter sido MUITO FELIZ! É verdade que me bateram várias vezes com uma violência um pouco despropositada para crianças daquela idade. Mas, para além de eu estar habituada a bem pior, admito que no final até me divertia com a minha melhor amiga (batiam-nos sempre ao mesmo tempo, I wonder why) quando íamos a correr para as nossas mesas pôr as mãos nos nossos estojos de lata para aliviar as dores. Serei masoquista? Não tínhamos que ir à missa nem confessar-nos todas as semanas. Antes de almoçar dizíamos a nossa oração e no mês de Maio ia uma irmã à nossa sala ler uma história da Bíblia e rezar um terço connosco. E todas as Sextas íamos à capelinha que havia no colégio, assistir à missa. E numa dessas Sextas cometi uma heresia grave: tinha 9 anos e estava vestida com a bata e umas calças e cruzei as pernas na igreja. E levei logo uma violenta estalada na cara, ao som de "Isso são modos de estar na Igreja?". São as regras delas e cabe-nos a nós respeitá-las enquanto lá andamos e, quando saímos, decidir se as queremos ou não adoptar na nossa vida! Claro que eu não as respeitei sempre enquanto lá andava. Sempre achei uma idiotice proibirem-se de ir a casa quando eu morava em frente, era só atravessar a rua. Saí de lá muitas vezes às escondidas:) Uma vez quis faltar a uma aula e fingi que me estava a sentir mal. Estava certa que me iam deixar ir para casa mas, em vez disso, mandaram-me ir descansar para o quarto de uma das irmãs:( Até tive medo daquele quarto:( Odiava o lanche! O único leite que consegui beber foi quando a minha mãe me amamentou, tudo o resto dá-me vómitos! Então leite com natas a boiar no cimo da chávena! Rapidamente desenvolvi uma técnica: chegava e escondia-me atrás da porta à espera que alguém acabasse de lanchar enquanto a empregada estava na cozinha. Aí ia a correr para aquele lugar e, quando a empregada chegava, levanta-me e dizia "O lanche estava mesmo bom":) Eu tinha mil e uma técnicas para contornar as regras que me incomodavam. E claro que ser boa aluna e ter uma carinha de anjinho ajudam sempre a safar-nos:) Basta ver que quando eu e a minha melhor amiga puxamos o véu de uma das irmãs porque achavamos que ela lá escondia alguma coisa, cada uma puxou do seu lado e ficamos as duas de castigo. Mas quando as nossas mães nos foram buscar, a dela ouviu que a filha era uma desordeira, mal comportada e a minha ouviu que a filha era muito boa menina, bem comportada mas a melhor amiga era uma má influência, estava sempre a levar-me por maus caminhos:)
Conclusão: ADOREI, FUI MUITO FELIZ! Ao ponto de, num dia em que o meu pai saiu mais cedo do trabalho e me foi buscar, eu andei a esconder-me dele e da irmã que andavam à minha procura:) O meu pai jurou que nunca mais me ia lá buscar já que eu preferia lá ficar a ir para casa:) Sim, é possível ser FELIZ nestas instituições! E se estão a pensar que eu sou super religiosa, bem comportada e certinha... não podiam estar mais longe da verdade:)


De Imperdoavelmente CULPADA a 10 de Julho de 2009 às 01:33
Cara AUFDERMAUR,
Passei por variadas instituições religiosas (uma diferente por ano). A que mencionei (onde estive dos 8 aos 9 anos) no meu comentário, nem sequer foi em Portugal. Pessoalmente, odiei a experiência. A fé sente-se ou não se sente... e não é à força de castigos sádicos que se conquistam fiéis (senti/sinto eu...).
Não vejo apenas dois lados da barricada. Há muitas "nuances" nestas coisas das crenças.
Muitos crimes contra a humanidade foram e têm sido cometidos em nome de Deus/Deuses.
Respeito quem tem fé, de verdade.
Deve ser excelente sentir fé.



De AUFDERMAUR a 12 de Julho de 2009 às 17:41
Cara Imperdoavelmente CULPADA

Concordo completamente com o que escreveu! Sou completamente contra qualquer tipo de fanatismo e completamente a favor da livre escolha!
Eu tenho fé! Nem sequer é uma questão de acreditar ou não, é uma questão de saber. Já tive provas disso e não, não falei com Deus nem tenho visões nem nada desse género. Eu fui educada na fé católica mas não sei se o Deus que eu sei que existe é o que se estuda no Catolicismo. Eu sei que há algo ou alguém. Se é o Deus católico ou outro Deus, isso já não sei porque, como eu disse, nunca o vi nem falei com ele!


De heidi a 13 de Julho de 2009 às 11:46
Acho que todo o tipo de religião foi criada para se controlar melhor o ser humano. Colocar os tais limites morais e amorais. Numa vertente paternal castigadora, encontra-se a religião católica. Onde os seus dirigentes, se singram pela velha máxima do "faz o que eu digo, mas não faças o que eu faço" senão vais parar ao inferno... ou ao limbo... ou whatever. Tudo o que não esteja consagrado nos seus dogmas... é pecado. Pois claro. E se isso acontece... o nexo de causalidade previsto é a culpa. Com agravantes ou sem eles... a solução final decretada será a castração mental do arguido.


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