Mr. Anger, 1º a) O Mr. Anger consegue ter piada. Quero lá saber para alguma coisa de jogos a feijões (?), ainda se fosse algum jogo de mandar alguém "À Fava!"... , ai, nisso, até era capaz de alinhar nalgumas jogadas, dependeria só do "mérito" reconhecido, por mim, ao/s alvo/s da Favada... Eu com "Favas" sou o que se chama uma autêntica "mãos largas" ... Quando reconheço "mérito", distribuo-as com muita fartura... (O que mais adoro é quando é cara-a-cara, olhos-nos-olhos, com toda a espontaneidade e sinceridade do momento...). Por mais que repita, nunca me soa a monótono, o meu generoso: "Vai À Fava!" (regra geral basta uma vez, mas há sempre uma ou outra excepção... nesse caso, repito a dose... não há problema...) Já foi tanta e tão bela gente: "À FAVA!" (algumas tão "finas" e com tantos "princípios", outras tão armadas em eruditas, gente tão mesquinha...enfim, não cansa, é "À Fava", é "À Fava"... dos ditos palavrões, já gostei mais, agora andam demasiado gastos e, às vezes, vejo-os mal tão aplicados... por mim, gosto da muito da Fava (com coentros para consumo da casa, nua e crua - sem coentros - para quem merece...Repare, até sou generosa... uma fava nua e crua oferecida a receptores, nestes tempos de crise, até pode ser cozinhada a preceito e digerida, depende do que quiserem fazer com ela...). b) Esta história de amor perturbou-o? Chocou-o? De verdade? (O Mr. Anger não é só Raiva/Ódio seja de quem for?? De verdade? Hmmmm! Não sei, não... Hmmmmm!... Hmmmmmmmm! Que cheirinho a esturro... será de alguns feijões em putrefacção, por aí? Os feijões custam-lhe a largar da mão? A sério? (Bom proveito lhe façam na mão fechada!) A mim, essas "profundas questões existenciais" não me atormentam nada... Pelo sim, pelo não... aposto largamente nas Favas! Não me custam nada largar da mão, da alma, do coração... O prazer é todo meu!... Custo: ZERO. Final feliz garantido! Umas boas gargalhadas...)
2º Ah, a sociedade - em peso - costuma compadecer-se destes "seres (des)humanos, coitaditos!". Só queriam dar uma magnânime lição de bons usos e costumes, daquelas belas convenções que todos aplaudem e perpetuam. Não reza da história trágica da jovem americana que a sociedade achasse que "os pobrezitos dos Traidores/Agressores" merecessem prisão (mas, garanto-lhe a mesmíssima sociedade, do mais humilde ao mais poderoso, do mais ignorante ao mais sábio, exige que se apodreça, dentro de grades, por muito menos...). Não é Irónico?!
3º Pois, olhe que esta história sendo singularíssima, não é única... Quero dizer: Há pelo mundo fora mais histórias de amor/traição inenarráveis, de tão violentas e obscenas, algumas envolverão - não jovens, mas meras crianças indefesas... Regra geral, apenas possíveis de serem nomeadas à superfície do vivido. Entrecruzam-se, à falta de melhor palavra, diria - coincidem - no que é nuclear - a genuinidade dos sentimentos. Os seres humanos, os contextos, as narrativas e o desfecho é que variam, singularizando-as. Esta jovem americana teve algum livre-arbítrio, pôde optar no momento limite (e muito bem). Já pensou no que pode acontecer, quando não há - o mínimo - livre-arbítrio? Quando o desfecho é imposto (à falta de melhores palavras) pelo Traidor/Agressor? Claro, neste último caso, a vítima, sem opção, a que não é vista nem achada no desencadear e desfecho, não trai os seus sentimentos, mantém-se íntegra no que é nuclear e aguenta, ou não, a dor intrusiva, não dimensionável... (Inenarrável violência andou/anda/andará à solta pelo mundo...). Cá para mim, estas histórias singularíssimas e específicas... têm companhia no mundo... mais do que se imagina... Quantas não haverá "enterradas" à frente dos olhos cegos de todos?
4º Obviamente, a vítima fica marcada de forma invasiva, indelével. Tentar não confundir: Marcada, sim, mas a marca veio do exterior. Não teve origem no interior. Entende? Tudo o que faço deixa, antes de mais, uma marca em mim. É da minha responsabilidade. O que os outros fazem é da responsabilidade deles. Assumam eles, se tiverem capacidade para tal...
(continuação...) 5º O mais difícil - no meio disto tudo - parece ser controlar o "Anger" dilacerante, a revolta em crescendo, etc,etc,etc... Branquear, nunca. Nem sequer é caminho. Fora de questão! Mas já reparou bem que enveredar pelo caminho do "Anger"/Raiva/Ódio é entregar de "mão-beijada" a vitória ao Agressor? Que Ironia! Tenho para mim que quem se deixa ficar preso no Anger, não se desliga do/s Agressor/es, nunca. (Idiossincrasia?) (Ironia?) E a distância - muita distância - é mais do que recomendável, é imperativa! Por que será que as vítimas de ontem, se transformaram nos mais requintados agressores de hoje?