Sexta-feira, 12 de Junho de 2009

Amor de Estio (ou quase...)

 

 

Eu e tu... mais um dia das nossas vidas comuns, incomuns das restantes, pensamos nós absortos na nossa realidade única e linda. Conheço-te bem a alma, sei a pessoa que és, conheço de cor o teu sabor, o teu perfume, e tu sabes quem sou, do mesmo jeito, não precisamos de o pensar... sabemos... não precisamos de o dizer... sentimos...

 

Não existem outros, só nós, as pessoas à nossa volta, os milhares espalhados pelo mesmo areal, ávidos de 4 ou 8 horas de Sol não passam de figurantes de uma peça qualquer, indiferente para o caso, e nós espectadores em toalhas juntas sob areia fofa, olhamos e apontamos defeitos... e rimo-nos disso, rimo-nos deliciosamente da vida e da felicidade que temos... das coisas simples como calções e fatos de banho ridículos, penteados, figurinhas e famílias socialmente funcionais que para nós são o contrario... e depois eu beijo-te e tu trincas-me a língua... e dizes-me ao ouvido coisas que me fazem corar... e eu faço o mesmo e tu disparas um angélico e impostor:

 

- "Parvo!"

 

E ris-te, provocante, mordendo o lábio inferior e dando-me um beliscão na barriga, cúmplices no crime do amor, julgados e culpados á pena máxima.

 

Fica-te bem a pele bronzeada (já te disse) – tão linda! - O Sol realça-te ainda mais a beleza, os teus olhos ficam mais brilhantes, e os lábios mais apetitosos, mas amo-te de igual forma, o máximo permitido pelos poetas, infinitamente... adoro beijar a tua pele salgada, e de fazer amor contigo ao chegarmos da praia, do hall de entrada para o quarto, com toalhas e roupas cheias de areia deixadas pelo chão despreocupadamente (limparemos os dois mais tarde), e depois do quarto para o chuveiro, onde o sal dos nossos corpos se dilui com a água tépida e o calor dos beijos...

 

"Nunca pensei que fosses real... meu amor..." digo-te eu, entrando em conflito com a realidade, como se fosse impossível ser tão belo e temesse, mesmo que por breves momentos, acordar apenas de um sonho...

 

Calas-me a boca com um beijo, de desejo, transformamo-nos em diabos arfantes, de respiração profunda e compassada, de corpos amantes, sedentos, devoramo-nos contra os azulejos de olhos fixos um no outro... indescritíveis… e dizes-me...

 

"Mas sou... e tu também"

 

 

Amor vincit omnia

 


Mr Anger às 13:26
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70 comentários:
De Alguém a 12 de Junho de 2009 às 15:10
Nunca comentei nenhum dos seus post's, mas já sigo o blog há muito.

Este valeu bem apena ler e relembrar que também já senti isto... lindo, maravilhoso e excelente quando se consegue fazer com que não acabe!

Parabéns pelo blog!
;)


De AUFDERMAUR a 13 de Junho de 2009 às 17:43
Se me permite Alguém, "lindo, maravilhoso e excelente" não é conseguir fazer com que não acabe... Se acabar, foi bom enquanto durou e será sempre bom quando relembrado.
Para mim, "lindo, maravilhoso e excelente" é quando conseguimos viver tudo isto, quando conseguimos dar vida aos nossos sentimentos, transformar os nossos sonhos em realidade... Nem que seja só por um dia... Um dia que fosse que desse sentido a todos os outros que passamos submersos em sonhos, pensamentos, desejos... Enfim, um dia que fizesse tudo valer a pena... Isso sim é lindo, maravilhoso, excelente, único e especial...
Eu vivi esse dia hoje mesmo, nos meus pensamentos, enquanto lia este post... Why do we dream when our thoughts mean nothing?



De Alguém a 15 de Junho de 2009 às 14:34
Não deixo de partilhar da sua opinião, Aufdermaur, o único "contra" (se assim lhe pudermos chamar) é a dor sentida ao relembrar este(s) momento(s).

"Why do we dream when our thoughts mean nothing?"
Because as human beings we just can't stop dreaming, life would almost lose sense...! ;)


De AUFDERMAUR a 15 de Junho de 2009 às 21:55
Ainda assim preferia a dor de só poder relembrar do que a dor de só poder imaginar... Mas isso sou eu que me alimento muito do passado...


De Alguém a 16 de Junho de 2009 às 09:28
Deixe lá, já somos duas (ou dois)!
Por mais errado ou doloroso que seja alimentarmo-nos do passado, ele existe e foi a partir dele que nos tornamos no que somos hoje.
O chamado "presente" são escassos milésimos de segundo...


De AUFDERMAUR a 16 de Junho de 2009 às 16:56
Duas mulheres e dois alguém ;-)


De Mr Anger a 15 de Junho de 2009 às 01:52
Caro(a) Alguém,

Transmitiu-me uma sensação estranha, não muito comum, o de ter estado com alguém ao meu lado sem nunca me ter apercebido disso... Obrigado por isso e pelas palavras,

Espero que continue a vir, com ou sem testemunhos

Mr Anger


De Alguém a 15 de Junho de 2009 às 14:50
Não tem que agradecer, mas fico feliz por ter despertado uma sensação fora do comum... e nem por isso menos boa!

Por vezes há pessoas com quem nos cruzamos que só depois delas partirem é que nos apercebemos da sua importância. É um erro constante e irreparável do ser humano... só darmos valor ao que perdemos. Mas com isso também aprendemos.

Eu já aprendi muito com as pessoas que passaram na minha vida. Umas boas, outras más, umas ficaram, outras partiram, memórias que me fazem sorrir, outras que me fazem chorar... com uma única certeza: ainda tenho muito para aprender.


Vou continuar a aparecer de vez em quando... ah! E quanto ao caro(a)... é cara! lol

;)


De VAMPIRA a 12 de Junho de 2009 às 18:18
Além do calor, só me ocorre isto:

The Cure - Catch

Yes I know who you remind me of
A girl I think I used to know
Yes I'd see her when the day got colder
On those days when it felt like snow

You know I even think that she stared like you
She used to just stand there and stare
And roll her eyes right up to heaven
And make like I just wasn't there

And she used to fall down a lot
That girl was always falling
Again and again
And I used to sometimes try to catch her
But I never even caught her name..


De Mr Anger a 15 de Junho de 2009 às 02:16
Cara Vampira,

Não sei sinceramente se existe sintonia na interpretação (até penso que não), mas para mim a sua sugestão fez todo o sentido por isso... obrigado ;)

Mr Anger


De heidi a 13 de Junho de 2009 às 01:19
São essas sensações que dão sentido à nossa existência. Não interessa quando, e se acaba. Importa sim, o agora. Este pequeno instante de partilha. De cumplicidade. Do tal dar, e do receber. Somente, porque... sem razões aparentes... "Simplesmente simples"! :)



De Mr Anger a 15 de Junho de 2009 às 02:22
Cara Heidi,

Gostei do "simplesmente simples", mas atenção, não o interpretei como fácil... mas sim como "descomplicado"

Obrigado ;)

Mr Anger



De S a 13 de Junho de 2009 às 16:06
Amor Omnia Vincit..

Será que é assim?

S


De AUFDERMAUR a 13 de Junho de 2009 às 17:30
LATIM NÃO, POR FAVOR!!! Faz-me lembrar os três anos da minha que eu perdi num curso a fazer sabe-se lá o quê (ou melhor, só eu sei o quê)...Tenho memórias muito difusas do que ouvia nas poucas aulas a que ia mas acho que uma era a do meu professor de Latim a dizer-me "Menina, o verbo vem sempre no final da frase!"... Olha, afinal não foram três anos completamente perdidos, aprendi alguma coisa :-)

Mas isso pouco interessa... O que interessa é que todos nós entendemos o significado, que no fundo é o que interessa... Digo-lhe mais S, há outra coisa que aprendi nesse curso: devemos analisar todos os pormenores de um texto porque os grandes escritores nunca fazem nada ao acaso... Cá para mim, o Mr Anger alterou a ordem das palavras propositadamente... Quis passar-nos uma mensagem subliminar: a de que o amor não só vence tudo como também subverte a ordem das coisas :-)


De Mr Anger a 13 de Junho de 2009 às 20:33
Muito bem, clap clap, gostei da teoria :D

Será que também poderia ser:

"... o Mr Anger é um romântico e gosta sempre de pôr o amor em primeiro lugar..." ?

Vá, não vamos teorizar mais senão daqui a pouco aparece aí o Virgílio a reclamar direitos de autor :D

Mr Anger (o amor num lugar estranho)


De AUFDERMAUR a 13 de Junho de 2009 às 21:22
Ora, ora com que então o Mr Anger decidiu pôr à prova a minha faceta de investigadora de textos de grandes escritores :D Gosto disso, torna-me intelectualmente mais culta :D Pensar eu que andei três anos num curso a ler obras como a Eneida, a Odisseia, a Ilíada e não aprendi que Amor Vincit Omnia... Mas aprendi a ser de Olhão, o que já não é nada mau :D


De Mr Anger a 13 de Junho de 2009 às 21:40
Eh eh, mas isso não se aprende, vem de nascença ;) Aposto, faço raise e all in !!!!

Hmmm, adoro investigações no google ;)

Estou a ver o Dvd de um tal Jimi Hendrix em Woodstock... serei um wannabe ?!

Mr Anger (o mau plagiador)


De AUFDERMAUR a 13 de Junho de 2009 às 22:35
Se eu fosse jogadora de poker diria que esse DVD é um bom começo para qualquer wannabe :D Mas é como ser de Olhão, alguma coisa tem que vir de nascença!
Um bom investigador não se fica apenas pelo google... Começa por lá mas depois tenta ir mais além... Belo programa para um Sábado à noite :-)


De Mr Anger a 14 de Junho de 2009 às 16:29
"...excuse me while i kiss the sky..."

Gosto muito do Jimi, mais um bom puto ;)

(gosto de pessoas que falam com a sua própria voz)

Mr Anger


De S a 14 de Junho de 2009 às 13:49
Cara AufderMaur..

A minha intenção desde o inicio não foi a de corrigir o latim, apenas indagar-me a mim e ao caro romântico Mr. Anger se realmente o amor vence tudo....

Que defensora arranjou caro Mr. anger..

O amor vence tudo??!!..
Era bom k assim fosse...




De Mr Anger a 14 de Junho de 2009 às 16:24

Na minha opinião, e de mais uns quantos "parvos românticos" (vivos, por nascer, mortos, assassinados por...) acredito que sim, mas é preciso perceber o que
se fala quando se diz amor... porque é diferente de ler apenas amor...percebe ? Eu sinto que não (desculpe)

Percebo por isso o seu ponto de vista, e dentro da sua verdade, dou-lhe razão, só espero que a felicidade seja uma torneira sempre pronta a ser aberta na sua vida qualquer que seja a força que a impele, visto que não é o amor.

Agora quanto as conspirações, deixe-se disso, CONVERSE, não se limite a falar, eu sei que consegue melhor que esse tipo de discurso ;)

Mr Anger


De S a 14 de Junho de 2009 às 23:01
Caro Mr. Anger

Talvez a força que impele a torneira da felicidade de se abrir na minha vida, seja tão o amor que, por isso mesmo lhe diga que por mais que queiramos acreditar que amor omnia vincit..não é mais de que um desejo intimo de cada um de nós já que, a sociedade por vezes fala mais alto... ou não.. talvez akilo a que pensasse ser amor..não é mais do que uma ilusão.

De qualquer maneira dou-lhe os parabéns pela forma sensível e intensa como escreve..

De certeza que na sua vida amor omnia vincit. Também por isso parabéns.

Gute Nacht

S








De AUFDERMAUR a 14 de Junho de 2009 às 16:29
S:

Não encare a minha resposta ao seu comentário como um ataque pessoal! E se estivesse a corrigir o latim, qual era o mal? Se ninguém nos corrigir nós não aprendemos e não evoluimos. Eu é que tenho um odiozinho de estimação pelo latim, parece um daqueles parentes chatos com quem vivemos durante uns anos e de vez em quando aparece para nos visitar.
Analisar os textos de outras pessoas é sempre muito subjectivo... Cada um olha para este texto influenciado pelas experiências amorosas que viveu... Mas, muito sinceramente, acreditei mesmo que havia alguma coisa por detrás da aparente inversão de palavras naquela frase... Já percebi que os textos dele são mais densos do que parecem e contêm mensagens subliminares... Estou-me a lembrar daquela tirada magnífica "a minha agenda lá lá lá lála"... De repente imaginei-me na minha infância a ver um anúncio com umas reninhas a voar e a dizer "Eu quero aquilo" :-)

Quanto à questão sobre o amor vencer tudo ou não... Podia-lhe dizer imensas coisas acerca disso mas, no fundo, o que é que isso interessa? Opiniões sobre o amor todos nós temos...

Mel (gostei da maneira como escreveu o meu nick da forma correcta :-) )


De S a 14 de Junho de 2009 às 22:49
AufderMaur
Gostei da forma como me respondeu.
Compreendo a sua aversão ao latim, eu mesma o tive na escola e percebo a sua falta de paciência para essa língua "chata" que contudo não deixa de ser uma língua morta..pois esta presente em cada página da nossa história.
Realmente são densos os textos de Mr Anger, por isso goste de passar cá e lêr o que lhe vai na alma..
Parece-me ser uma pessoa sensível..aprecio essa qualidade, já tão rara nos dias que correm..

Carpe Diem.


De AUFDERMAUR a 14 de Junho de 2009 às 23:20
Amiga S

Ainda bem que nos entendemos :-) Gostei de si :-)
Sim, sou sensível. Demais até, eu diria... Pelas suas palavras, parece-me que também é o seu caso...
Compreendo perfeitamente o que lhe vai na alma acerca de amor omnia vincit...
"When you're born a lover you're born to suffer"

Goodnight Lovers


De Anónimo a 15 de Junho de 2009 às 22:45
Amiga AufderMaur,


Subscrevo TOTALMENTE as suas palavras

"When you're born a lover you're born to suffer"

Mas será que ainda assim vale a pena amar quando sabemos que o verbo sofrer espreitará por um fresta quebrando tudo e todas as boas memórias, deixando apenas cacos de um coração desfeito, pelo esquecimento de outro amor em seu lugar ?.. Talvez a melhor forma de evitar o sofrimento seja treinar o coração porque " Tudo de treina, até o coração " ou não?..

Boa noite e um excelente inicio de semana a todos :)


De S a 15 de Junho de 2009 às 22:46
E desta x esqueci-me eu de assinar ;)

S


De AUFDERMAUR a 15 de Junho de 2009 às 23:21
Ai ai amiga S...

Semeou dúvidas no meu pobre coração destreinado... Acho que o nosso coração não se treina! Quanto muito podemos é contrariar as suas vontades... Mas mesmo isso não é fácil...
Eu sei como prevenir os meus sentimentos e sei contrariar as minhas vontades... Não é fácil nem infalível mas lá vou conseguindo... Controlar o meu coração é que me parece mais difícil... Mas se souber de algum curso de treinadores de corações, avise-me :-)


De Mr Anger a 13 de Junho de 2009 às 20:24
Não, correctamente é ao contrário

Obrigado ;)

Mr Anger


De AUFDERMAUR a 13 de Junho de 2009 às 17:13
Lindo... Na linha dos teus posts mais antigos pelos quais eu passei os olhos e prometo ir visitá-los com mais tempo.
Mais uma vez te digo que, com toda a sinceridade, vejo nos teus escritos muito do que vejo nos do José Luís Peixoto (espero que encares isto como um elogio, é um dos meus escritores preferidos): escreves de uma forma simples mas não simplista e transmites realidade naquilo que escreves... Não sei se já viveste isto ou não (coisa que nada importa, na verdade) mas escreves de uma maneira que enquanto lia o post estava a imaginar o que descrevias na minha mente. Claro que a protagonista era eu e o rapaz em questão era alguém que só eu sei mas vi tudo de uma forma tão nítida que parecia que o estava a viver naquele momento... E, mais incrível ainda, senti no meu coração o que sentiria se o estivesse realmente a viver... Senti mais ao menos o que senti quando li o "Morreste-me" e, ao fim da primeira página já estava debulhada em lágrimas porque estava a sentir que estava a viver aquilo... Palavras como as tuas são perigosas. Se vivessemos nos tempos do Nome Da Rosa, os teus escritos eram proibidos...

Mel (não te esqueças de manter o nível;))


De Mr Anger a 14 de Junho de 2009 às 16:18

Obrigado Mel,

Como é óbvio não fico chateado, pelo contrário, é uma honra ser associado (não igualado) a um grande escritor do Mundo, ainda para mais, sendo a pessoa que é, o amigo Peixoto é um grande homem, um conhecedor e descodificador profundo da alma humana e sobretudo porque sinto que as tuas palavras são sinceras (desculpa-te de frente a um espelho se me estiveres a enganar :D), mas de qualquer forma tenho receio que possam transmitir a quem lê uma ideia errada, que aqui o Mr Anger é um pedante que se limita a escrever uma qualquer coisa lamechas ou provocadora e que lhes manda emails apenas porque quer receber a comentários a dizer "és o Saramago" (é um exemplo, um desenho, não é provocação).

Sem esquizofrenias, porque o reconhecimento é bom, sabe bem (principalmente o positivo, coisas do ego humano), mas o importante aqui é partilhar emoções, palavras, sempre foi, e acho que nos últimos tempos se sentiu uma comunhão pouco usual nas "internetes" entre quem passa deixa seu testemunho e fica cá por "casa" (de certeza que também apanhou esta Mel), ficaria feliz se pudesse ser um local, nem que apenas "num breve segundo" as pessoas pudessem
ser livres e dizer o que lhes vai pela alma, sem medo de se sentirem julgadas, arremessadas de pedras, incógnitas (ou não) mas livres, sem se sentirem feridas por partilharem emoções e de dizerem "sim, sei do que fala, sinto o mesmo/já senti/já estive aí e doeu/foi bom" ou que até digam o contrario "não sei do que fala, é um parvo (estou magoado/a porque o meu amor me deixou)", ou mesmo que o sintam e não digam nada, ou que não o digam aqui e depois mandem um email a dizer apenas “obrigado” (como costumo receber) e se nesse espírito de partilha me derem a honra de ser eu a puxar a conversa, então estamos em sintonia... como já disse noutros "meios" aqui somos "todos" (quase todos para ser justo) cavalos livres, selvagens a quem alguns, injustamente, colocaram selas demasiado pesadas... nos só queremos correr... deixem-nos correr...

isto (blog) não é obrigatório ou reservado... é opcional (como as coisas boas da vida são)…

...Ou então é só blá blá bla (e Friskies)


______ (O Mr Anger)


De AUFDERMAUR a 15 de Junho de 2009 às 21:51
Percebi o seu comentário e acho que percebi o ________


De White Angel a 15 de Junho de 2009 às 00:07
"Amor vincit omnia" a essencia que tudo vence.... o Amor... Esta é a parte que eu mais gostei, sem despresar o texto que so nao sente quem estiver morto....

Parabens... Encantada....


De Rita a 15 de Junho de 2009 às 11:46
sim, já senti; sei que é possível... mas deixa um melancólico e saudoso suspiro...


De Mia a 15 de Junho de 2009 às 16:00
E depois de momentos assim, não seremos nós figurantes de nós mesmos?


De Anónimo a 15 de Junho de 2009 às 21:49
Desculpa mas não resisti a colocar aqui o link deste video! Pode ser lamechas mas eu acho lindo :-)

http://www.youtube.com/watch?v=sC7cyRpWxsg


De AUFDERMAUR a 15 de Junho de 2009 às 21:50
O comentário anterior é meu mas, mais uma vez, falhou-me o nick :-(


De heidi a 16 de Junho de 2009 às 15:08
Existe uma grande diferença entre o ser-se considerado um cavalo selvagem, e o viver essa plenitude. Todos nós, temos as nossas selas. Não interessa quem as colocou lá. Na maioria das vezes, a culpa divide-se entre a própria pessoa e a sociedade. Por muito que eu me considere uma free soul, vai existir sempre condicionalismos. Infelizmente. O tal "simplesmente simples" que eu falei num coment acima... na maioria das vezes, torna-se num " complicadamente... complicado". Existem muitos fantasmas que nos levam por esse caminho. Fruto das nossas experiências acumuladas ao longo dos anos. o que é normal. Afinal, somos seres sociais. Não vivemos dentro de uma ilha deserta. Logo, tudo se resume a uma "amalgama" de uma confusão entre sentimentos positivos, e sentimentos negativos. No que irá resultar? cada um de nós depois gere a nossa ilha onde co-habitam os nossos sextas-feiras.



De AUFDERMAUR a 16 de Junho de 2009 às 17:48
Cara heidi
As suas palavras tocaram-me fundo. Estou a ver que há mais talentos neste blog para além do Mr Anger :-)
Sabe, há cavalos que iniciam logo a sua vida com uma sela pesada demais da qual, por ainda serem indefesos, não se conseguem libertar. Passam anos a sonhar com o momento em que serão livres de todas as amarras, fazem planos, constroem ilusões... E, quando esse tão ansiado dia finalmente chega, passam a ser free souls que só querem viver tudo o que antes lhes era proibido, vão atrás de tudo que sonharam durante anos, pensam "Finalmente vou ser feliz"... E erram, tropeçam, caem, desiludem-se, choram, sofrem e não têm ninguém que lhes dê a mão, que as conforte, que lhes limpe as lágrimas e lhes diga "Vai ficar tudo bem". E é aí que elas percebem que a vida com uma sela é muito triste mas é segura... já se sabe com o que se conta, de onde vem o perigo e tem-se uma pessoa para quem somos importantes (quaisquer que sejam os motivos) porque, caso contrário, tirava-nos a sela e deixava-nos partir... E percebemos que as verdadeiras free souls são seres solitários que partilham momentos felizes com elas mesmas.
E quando elas estão completamente perdidas na vida, nelas mesmas, aparece a primeira pessoa que lhes estende a mão e lhes diz com sinceridade "Fica comigo! Eu amo-te e vou proteger-te de todos os perigos". E aí a free soul percebe que tudo o que sempre quis foi ser importante na vida de alguém... e deixa-se ir... e quando percebe tem novamente uma sela... e tudo se torna "complicadamente... complicado" porque aceitar a sela é ir contra a sua própria natureza mas rejeitá-la é voltar a um mundo que só a fez sofrer...
Conclusão da história: se a vida fosse um conto de fadas eles seriam felizes para sempre... Mas, como a vida é real, há todo um árduo caminho a ser percorrido...


De heidi a 16 de Junho de 2009 às 22:47
Aqui, a escrever, será facil responder. Estamos protegidos atrás do ecran de um computador. Escondidos no meio das palavras. Na realidade, não aquela onde existem travessias paranormais das internetes, o mundo é bem diferente.
O problema aqui não é a libertação da sela... ou o regressar à mesma. Todos podemos fazer escolhas. Presume-se que existe um livre arbitrio por parte de cada ser racional. É inerente à nossa qualidade autonoma. O que realmente questiono, é se antes de cada um de nós atingir esse tipo de liberdade, não teremos de fazer uma instrospecção à nossa alma vs ser. Ou seja, será que antes de corrermos atrás desses caminhos, que para muitos não passam de "simples" desejos, primeiro que tudo, não terá de existir um auto-conhecimento? Porque presumo... que só dessa forma, conseguiremos propor metas... objectivos... compor a nossa personalidade... atingir o nosso estar pleno... de modo a que cada vez que haja uma queda... a força seja o de tentar levantar o tronco do chão, ao invés de corrermos no sentido oposto por causa dos tais fantasmas que fomos criando quando estavamos presos. Senão, de que serve a libertação?
Acredito que a maior parte da tristeza que existe por esse mundo fora, seja fruto, da "despersonalização" que a sociedade incentiva em cada um de nós. Um dá as ordens... os outros colocam as tais selas. Um diz "A", e o resto diz "A". Mas... e o resto do abecedário?
Sim, vale a pena amar. O poder da entrega. O dizer "amo-te". Mesmo que não dure para sempre... aqueceu-nos naquele instante! Sim, doi sofrer. Mas prefiro sentir... ao invés de ter de morrer viva.



De Mr Anger a 16 de Junho de 2009 às 23:40

CAVALOS DE CORRIDA - (Single)
UHF - António Manuel Ribeiro / Renato Gomes

Agora é que a corrida estoirou,
E os animais se lançam num esforço
Agora é que todos eles aplaudem,
A violência em jogo
Agora é que eles picam os cavalos,
Violando todas as leis
Agora é que eles passam ao assalto
E fazem-no por qualquer preço

Agora, agora,
Agora, agora,
Eu és um cavalo de corrida
Agora, agora,
Agora, agora,
Tu és um cavalo de corrida

Agora é que a vida passa num flash
E o paraíso é além
Agora é que o filme deste massacre
É a rotina Zé Ninguém
Agora é que perdeste o juízo,
A jogar esta cartada
Agora é que galopas já ferido,
Procurando abrir passagem

Agora, agora,
Agora, agora
Tu és um cavalo de corrida
Agora, agora,
Agora, agora
Tu és um cavalo de corrida, eh



(Muito esclarecida cara Heidi, e Mel também, estou a adorar a conversa, façam de contas que nem aqui passei ;))

Mr Anger (o espectador)


De AUFDERMAUR a 17 de Junho de 2009 às 00:39
É impressão minha ou eu passei de cavalo selvagem a cavalo de corrida?
Estamos nós aqui a falar de assuntos sérios, cheias de filosofia e psicologia, com um ar pensativo em frente ao PC, a reflectir em cada palavra escrita... e eis que, de repente, entra um snipper pela pista e coloca uma gargalhada nas caras de toda a gente :-)
Ironias do destino, o snipper tem o sugestivo nome de Mr Anger... Deveria destilar ódio em todas as direcções mas, pelos vistos, é verdade que o amor e o ódio se podem fundir num só mesmo...


De heidi a 17 de Junho de 2009 às 00:49
Um pouco de humor também aligeira a discussão. E é uma boa musica! Um dos hinos da minha geração. :) E sim, o ódio e o amor são duas caras da mesma metade. Lados opostos, mas de força igual.


De heidi a 17 de Junho de 2009 às 00:44
A si caro mr anger respondo-lhe com isto... :)

"Mais do que a um país
que a uma família ou geração
mais do que a um passado
que a uma história ou tradição
tu pertences a ti
não és de ninguém

Mais do que a um patrão
que a uma rotina ou profissão
mais do que a um partido
que a uma equipa ou religião
tu pertences a ti
não és de ninguém

Vive selvagem
e para ti serás alguém
nesta viagem

Quando alguém nasce
nasce selvagem
não é de ninguém"

Resistência
"Nasce selvagem"

:)


De AUFDERMAUR a 17 de Junho de 2009 às 01:09
ADOREI heidi!!!
Quem nasce selvagem será sempre selvagem, quanto mais não seja na alma... Nessa jamais alguém conseguirá pôr uma sela!
E, no fundo, o que realmente importa na vida é a felicidade, seja qual for a forma com que ela se nos apresenta... mesmo que essa forma seja uma sela chamada Amor, que cabe a cada um ajustar à sua medida :-)
Eu não vou atrás do Amor, vou atrás da Felicidade... E se ela não estiver onde julgo, reconheço o erro e sigo em frente :-) E se um dia eu descobrir um caminho diferente para a alcançar, cabe-me apenas a mim decidir qual deles é aquele que quero seguir :-)


De Rita a 17 de Junho de 2009 às 15:00
Mas por vezes, por mais caminhos trilhados e opções alternativas tomadas, nem sempre a felicidade está virada para nós...


De heidi a 18 de Junho de 2009 às 16:21
Pode não estar virada para nós... mas também não podemos desistir de a encontrar. Eu não acredito no tal "fado", para o qual supostamente estamos destinados. Quem trilha o nosso caminho somos nós. Quem faz as escolhas que nos dizem respeito... somos nós. Mal ou bem... temos de as assumir. Se cairmos... choramos... sofrermos... só temos de nos levantar e seguir em frente. Se tiver de ser... comprando novos bilhetes para outros destinos. Não podemos é deixar de viver porque temos medo de...


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